Raquel Vaz Pinto

Raquel Vaz Pinto

O optimismo realista de Joe Biden

Joe Biden fez ontem o discurso da sua vida e apelou como seria de esperar à união de todos. A cerimónia, apesar do aparato de segurança e os limites impostos pela pandemia, foi solene, serena e inspiradora. Do ponto de vista protocolar, a Administração cessante esteve representada pelo Vice-Presidente Mike Pence e a cerimónia contou com a presença dos anteriores Presidentes Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama. Jimmy Carter com 96 anos foi saudado e assim esteve, de certa forma, presente. Mas, a menção do dia vai claramente para a poetisa Amanda Gorman. Do alto dos seus 22 anos declamou apaixonadamente um poema sobre o que significa ser cidadão dos EUA, que me deixou arrepiada.

Raquel Vaz Pinto

A UE e a Alegria Comercial de Xi Jinping

O ano de 2020 terminou com a assinatura de um acordo comercial entre a União Europeia e a República Popular da China. O anúncio foi avançado com pompa e circunstância por ambos os lados. Não questiono os méritos técnicos sobre as questões comerciais e os dossiers sectoriais que serão relançados entre dois actores que são, inegavelmente, colossos económicos. E bem sei que temos de fazer a ressalva de que do lado da União Europeia a confirmação deste Acordo não está ainda concluída. Vamos ver como esse processo decorre.

Raquel Vaz Pinto

E agora, Trumpistas?

Tinha preparado a minha opinião de hoje sobre a vitória Democrata no estado da Geórgia e também a resistência de alguns Republicanos relativa à confirmação dos votos do Colégio Eleitoral pelo Congresso. Claro está que Trump é sempre capaz de surpreender pela negativa. As imagens de ontem são chocantes, sem dúvida, mas não são inesperadas. Na verdade, tendo em conta os movimentos extremistas, o acesso a armas e a legitimidade dada por Donald Trump à «fraude eleitoral», estava à espera de bem pior.

Raquel Vaz Pinto

Os jovens de Hong Kong

«Agora na prisão estamos com tantos outros manifestantes corajosos, que têm menos visibilidade, mas que são essenciais no combate pela democracia e pela liberdade em Hong Kong.» Foram estas algumas das palavras dos três activistas que foram ontem condenados pelo seu papel nas manifestações em Hong Kong: Joshua Wang, Agnes Chow e Ivan Lam. A sua condenação é, sem dúvida, mais uma confirmação do caminho ditatorial seguido por Hong Kong. Na verdade, já não restam dúvidas sobre o alinhamento entre esta antiga colónia britânica e Pequim. O acordo que previa a manutenção das leis britânicas de Hong Kong até 2047 passou para a secção de ficção.