Ataques racistas a Marega. Ferro Rodrigues exige repressão dos criminosos

Presidente da Assembleia da República reagiu "com indignação" aos insultos dirigidos ao jogador do FC Porto.

O presidente da Assembleia da República condenou, esta segunda-feira, "com indignação" os insultos racistas ao jogador do FC Porto Marega, no domingo, em Guimarães, e exigiu medidas de prevenção e de repressão contra criminosos nos estádios.

Esta posição de Ferro Rodrigues foi transmitida numa nota da Assembleia da República enviada à agência Lusa, em reação em reação à decisão do jogador do FC Porto Marega de abandonar o jogo com o Vitória de Guimarães, depois de ter sido alvo de insultos racistas.

"O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, condena com indignação os ataques racistas de que foi vítima ontem [domingo] em Guimarães o jogador do Futebol Clube do Porto Marega. As autoridades do Estado, a Federação Portuguesa de Futebol e os clubes têm de, em conjunto, tomar medidas de prevenção e repressão dos criminosos que se introduzem nas claques e nos estádios", salienta-se na nota.

O avançado Marega pediu para ser substituído, ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, entre o FC Porto e o Vitória de Guimarães, por ter ouvido cânticos e gritos racistas de adeptos da formação vimaranense, numa altura em que os dragões venciam por 2-1, resultado com que terminaria o encontro.

Jogadores do FC Porto e também do Vitória de Guimarães tentaram demovê-lo, mas Marega mostrou-se irredutível na sua decisão de abandonar o jogo.

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