"Tiro o chapéu ao Rui Pinto." Bruno de Carvalho elogia trabalho do pirata informático

O ex-presidente do Sporting decidiu desistir de queixa-crime contra Rui Pinto

Bruno de Carvalho entende Rui Pinto é um denunciante e não um criminoso, e retirou a queixa contra o hacker. O antigo presidente do Sporting espera que o resultado do processo seja moralizador para o futuro e, sobretudo, para a verdade desportiva

"Fico contente que um miúdo de 30 anos tenha tido aquela iniciativa. Colocou o mundo a olhar para o futebol, para o sistema bancário, para o sistema político, de uma forma que o mundo não precisava que tivesse sido um miúdo de 30 anos a fazê-lo. Tiro o chapéu ao Rui Pinto", admitiu durante o julgamento.

Bruno de Carvalho, que em tribunal anunciou ter desistido da queixa-crime que apresentou contra Rui Pinto por violação de correspondência, deu os parabéns ao arguido por ter tido "uma iniciativa que mexeu com o mundo".

"Ele está de parabéns porque tomou uma iniciativa que mexeu com o mundo. Temos de parar e perceber porque é que as pessoas olham para ele como um herói. Temos de compreender que se aquilo que ele fez não foi muito bom, a verdade é que o resultado foi espantosamente bom", defendeu Bruno de Carvalho.

O antigo líder leonino foi ouvido durante mais de uma hora no Campus da Justiça. Bruno de Carvalho garantiu ao tribunal que não sentiu que a sua privacidade tinha sido violada. Alegadamente, Rui Pinto acedeu à sua caixa de correio eletrónico pessoal.

Bruno de Carvalho pede ainda que muita gente, perante o que Rui Pinto descobriu, "se sente no banco dos réus".

"Espero que haja muita gente e muita instituição que, perante o que ele descobriu, se sente no banco dos réus", referiu Bruno de Carvalho, voltando a defender a ideia de que a "sociedade mundial vive com duas pandemias: a Covid-19 e a corrupção".

Sobre o Sporting, o antigo presidente do clube não quis falar. "Nem sequer sou sócio", atirou.

Rui Pinto, de 31 anos, responde por um total de 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada.

Este último crime diz respeito à Doyen e foi o que levou também à pronúncia do advogado Aníbal Pinto.

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