O último a marcar apagou a Luz. Santa Clara vence Benfica

Águias não vencem na Luz para o campeonato desde janeiro. Veja os golos.

Não foi por falta de golos que não houve festa na Luz. O verdadeiro problema, pelo menos para a equipa da casa, é que eles foram em maior número para o Santa Clara.

Os açorianos bateram, esta terça-feira, por 4-3, um Benfica que estava obrigado a vencer para manter a pressão sobre o FC Porto. Com esta derrota, as águias mantêm-se com 64 pontos e, embora ocupem o primeiro lugar, ficam à espera do resultado do dérbi que opõe FC Porto e Boavista em plena noite de São João. Já o Santa Clara faz 38 pontos e chega à oitava posição.

Entraram melhor os açorianos no jogo, que conquistaram o primeiro pontapé de canto aos quatro minutos de jogo depois de uma incursão pela direita de Rafael Ramos. Um minuto depois, Thiago Santana - ainda que fora de jogo - surgia isolado no interior da grande área encarnada.

O Benfica demorava a entrar no jogo. Ora porque Seferovic, a jogar em apoios, falhava um passe, ora porque os remates saíam demasiado altos, os encarnados não conseguiam chegar à baliza de Marco.

Tanto demorava que, aos 12 minutos, Thiago Santana surgiu de novo sozinho, mas desta vez estava em jogo. Numa jogada de insistência, o ponta de lança brasileiro ficou só com o guarda-redes encarnado pela frente e, já em esforço, não foi capaz de marcar.

O momento teve o condão de acordar o Benfica que, dois minutos depois, chegava finalmente à grande área açoriana. Com a bola a pingar a poucos metros da baliza, Nuno Tavares foi obrigado a utilizar o pé direito para rematar, o que resultou num remate sem direção.

Marco, o guarda-redes do Santa Clara, estava farto de não participar no jogo. Por isso, em dez segundos, puxou dos galões para fazer duas defesas vistosas. A primeira foi em resposta a um livre de Weigl, com a bola a acabar por sobrar para a entrada da grande área. De lá, Nuno Tavares - que desta vez rematou com o pé esquerdo, obrigou o guardião português a esticar-se de novo, mas desta vez a bola ficou nas suas mãos depois de a ter desviado com sucesso para o relvado.

Os 30 minutos de jogo trouxeram um novo ar à construção do Benfica. Weigl e Gabriel desceram para os lugares dos "centrais", Ferro e Rúben Dias abriram nas alas e André Almeida e Nuno Tavares foram "lá para a frente". A nuance foi suficiente para confundir o Santa Clara, que se esqueceu de Taarabt no corredor central e viu o marroquino subir no terreno até rematar por cima.

Um minuto depois, isolado, Seferovic correu quase meio-campo e atirou ao lado da baliza, mas estava em fora de jogo. O Benfica ia crescendo no jogo e, em cima dos 40 minutos, Taarabt volta a ganhar espaço e descobre Rafa numa diagonal. Já perto da baliza e descaído para a direita, o atacante português não foi capaz de bater Marco que, uma vez mais, negava o golo ao Benfica.

Como se costuma dizer, quem não marca, sofre. Nuno Tavares sai a jogar de forma muito má após um canto do Santa Clara e Anderson Carvalho, que lhe tinha roubado a bola, avança para o interior da grande área. À saída de Vlachodimos só precisou de atirar a contar.

A segunda parte trouxe um velho conhecido e uma surpresa no Benfica: Lage lançou Vinícius e Zivkovic. Gabriel e Seferovic ficaram no balneário.

Houve mudança de chip ao intervalo. André Almeida surge na direita e deixa atrasado para Rafa que, pé ante pé, ultrapassou o seu marcador direto e, já de pé esquerdo, atirou em jeito para o golo do empate.

Na resposta ao golo, João Henriques lançou Mamadu e Nené e algo correu bem. Aos 57 minutos, Rashid marca um pontapé de canto a partir da esquerda e, ao segundo poste, Zaidu salta praticamente sozinho e marca o golo que recolocou o Santa Clara em vantagem.

Abria-se a torneira dos golos. Na resposta, e também a partir de um pontapé de canto marcado do lado esquerdo, coube a Vinícius saltar e marcar também.

Por duas vezes. Depois de fazer o golo do empate, o brasileiro voltou a cabecear com conta, peso e medida e, em dois minutos, assinou dois golos que davam a vantagem ao Benfica pela primeira vez no jogo.

O Santa Clara não fez marcha-atrás, refrescou o trio atacante, lançando Cryzan, Zé Manuel e Diogo Salomão na partida e parecia mostrar que ia vender cara a derrota. Resultado, um penálti ganho por mão na bola de Rúben Dias. Cryzan assumiu, rematou e marcou.

Lage respondeu com a entrada de Dyego Sousa e Cervi, saíram Pizzi e Taarabt. De nada valeu. Ferro fez asneira e Zé Manuel, sem contemplações, fez mesmo o 4-3 em pleno estádio da Luz, apagando uma parte importante das aspirações benfiquistas.

Onze inicial do Benfica: Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Ferro, Nuno Tavares, Weigl, Gabriel, Taarabt, Pizzi, Rafa e Seferovic.

Onze inicial do Santa Clara: Marco; Rafael Ramos, João Afonso, Fábio Cardoso e Zaidu; Francisco Ramos, Anderson, Osama Rashid e Costinha; Thiago Santana e Carlos Júnior.

O jogo é arbitrado por João Pinheiro, assistido por Bruno Rodrigues e Nuno Manso. O VAR é Rui Costa.

Suplentes do Benfica: Zlobin; Tomás Tavares, Cervi, Zivkovic, Chiquinho, Samaris, Dyego Sousa, Jota e Carlos Vinícius.

Suplentes do Santa Clara: Rodolfo; César Martins, João Lucas, Sagna, Mamadu Candé, Nené, Cryzan, Diogo Salomão e Zé Manuel.

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