De costas e sem olhar, Corona fez do FC Porto líder isolado

O FC Porto regressou ao Dragão com uma vitória e chegou ao primeiro lugar do campeonato.

Uma das regras mais importantes que as crianças aprendem no futebol juvenil é a de que nunca devem virar as costas à bola. Corona terá passado pelo mesmo, mas hoje o mexicano deu-se bem e mostrou que as regras foram feitas para serem quebradas. É que foi com a bola nas suas costas que, do nada, se virou para atirar o FC Porto para a liderança isolada do campeonato.

Depois do empate (2-2) do Benfica em Portimão, os dragões veem-se na primeira posição da Liga, com 63 pontos, mais dois do que os encarnados, depois de uma vitória por 1-0 sobre o Marítimo.

O jogo resolveu-se cedo. Aos seis minutos, depois de um lançamento lateral que acaba num balão, Corona teve um momento a que já nos habitou. Com a bola a pingar nas suas costas, rodou sobre uma só perna e atirou de primeira para um golo de belo efeito.

Com o 1-0 feito, o FC Porto pareceu desligar-se por uns segundos e Maeda quase conseguia o empate no minuto seguinte. Depois de ter ultrapassado toda a defesa portista, à saída de Marchesín, falhou o chapéu por centímetros.

Dez minutos depois, o japonês falhou outra vez ao desviar um cruzamento para fora quando surgia desmarcado ao segundo poste.

O golo, ainda que com alta nota artística, acabou por tirar a arte ao FC Porto. Em desvantagem, foram os madeirenses quem partiu para o ataque, organizados num 5-3-2 que ia criando problemas à equipa comandada por Sérgio Conceição.

Apesar da boa réplica que a equipa maritimista ia dando, o azar bateu à porta quando, à passagem dos 30 minutos, Rúben Ferreira se lesionou sozinho e acabou por abandonar a partida. No final do jogo, o treinador do Marítimo acabaria por anunciar que, em princípio, o defesa português não volta a jogar nesta época.

Xadas foi o substituto escolhido e, da linha lateral, vinha uma curiosidade: os madeirenses tinham apenas sete suplentes no banco dos nove que são agora permitidos. Sem grandes novas ideias no jogo de parte a parte, o intervalo chegou com o 1-0 no marcador. No início da segunda parte, José Gomes lançou Vukovic para o lugar de Diego Moreno.

Foi aos oito minutos da segunda parte que o Marítimo voltou a ameaçar. Marchesín sai mal a um cruzamento e embrulha-se com a sua própria defesa. A bola acaba por sobrar para jogadores do Marítimo mas, por duas vezes, ficou presa na floresta de pernas que entretanto se formara. No minuto seguinte, Corona arrancava para mais uma jogada individual que, desta feita, não teve o melhor seguimento.

Com 30 minutos para jogar, José Gomes arriscou: desmontou o sistema de três defesas centrais retirando Kerkez e lançou o avançado Getterson em jogo. Já Sérgio Conceição optou por tirar Marega do campo e lançou o jovem médio Fábio Vieira para o seu lugar.

Mais dois minutos e mais duas alterações para cada lado: Milson e Edgar Costa entraram no Marítimo, Soares e Uribe foram as escolhas no FC Porto.

O jogo estava de novo nas mãos do Marítimo. Visivelmente cansados, os jogadores azuis e brancos entravam em modo de gestão de esforço e iam defendendo a magra margem que Corona lhes conseguira oferecer ainda na primeira parte.

E, no meio de todo este esforço, o FC Porto não chegava sequer aos 90 minutos com 11 jogadores: Alex Telles viu o segundo amarelo aos 85 minutos e deixou Sérgio Conceição sem laterais para o próximo jogo, uma vez que Manafá também completou uma série de amarelos neste jogo. Pelo sim e pelo não, Diogo Leite foi a última aposta de Sérgio Conceição.

Até ao final ainda houve tempo para Nanu, em cima da linha de golo, ter evitado o que seria o 2-0 para o FC Porto por Soares, que cabeceou após um canto batido à esquerda. A oito jornadas do final do campeonato, os dragões são líderes e têm dois pontos de vantagem sobre o Benfica.

Onze FC Porto: Marchesín, Manafá, Pepe, Mbemba, Alex Telles, Corona, Danilo, Sérgio Oliveira, Luis Díaz, Marega e Zé Luís

Onze do Marítimo: Charles, Bebeto, Zainadine, Daizen, Kerzek, Rúben Ferreira, Bambock, René Santos, Nanu, Tagueu, Moreno

O jogo foi arbitrado por Tiago Martins, assistido por Pedro Mota e Hugo Ribeiro. O VAR ficou a cargo de Manuel Oliveira.

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