Fernando Gomes admite que Rui Pinto contribuiu para a verdade desportiva

O presidente da FPF afirma, no entanto, que a informação obtida ilegalmente não deveria ter sido divulgada.

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) admite que Rui Pinto pode ter contribuído para a verdade desportiva. Ouvido no julgamento do caso Football Leaks, Fernando Gomes admite que o hacker pode ter tido uma influência positiva.

O responsável pelo futebol português sublinha, no entanto, que a informação obtida ilegalmente não deveria ter sido divulgada.

Ouvido por videoconferência, questionado sobre a divulgação dos contratos dos jogadores e treinadores, o presidente da federação garantiu que "não tem problema" em aceitar que sejam publicados.

Fernando Gomes foi ouvido na 23.ª sessão do julgamento do Football Leaks, como testemunha do processo.

Rui Pinto, de 31 anos, responde por um total de 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada.

Este último crime diz respeito à Doyen e foi o que levou também à pronúncia do advogado Aníbal Pinto.

O criador do Football Leaks encontra-se em liberdade desde 7 de agosto, "devido à sua colaboração" com a Polícia Judiciária (PJ) e ao seu "sentido crítico", mas está, por questões de segurança, inserido no programa de proteção de testemunhas em local não revelado e sob proteção policial.

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