Presidente e direção do FC Barcelona demitem-se em bloco

Bartomeu estava no cargo desde janeiro de 2014.

O presidente do FC Barcelona, Josep Maria Bartomeu, anunciou hoje que se demitiu do cargo, juntamente com a direção 'blaugrana', uma decisão "considerada por todos", após conhecida a resposta do Governo da Catalunha sobre o voto de censura.

"Apresento-me para anunciar a minha demissão e a do resto do conselho de administração. É uma decisão considerada por todos. Esta manhã recebi a resposta do Governo da Generalitat (Catalunha), que reitera não haver impedimentos jurídicos para celebrar o voto de censura. Isto significa que se exige a descentralização do voto e não mencionam a nossa proposta de ter 15 dias de margem para poder garantir as medidas de segurança necessárias", informou Josep Maria Bartomeu, na conferência convocada de urgência.

Numa declaração que não teve direito a perguntas por parte da comunicação social, Bartomeu garantiu que a direção não deixou o clube em agosto, depois da pesada derrota (8-2), em Lisboa, frente ao Bayern de Munique, nos quartos de final da Liga dos Campeões, por considerar que não seria um ato responsável.

"O mais fácil [nessa altura] era renunciar e sair depois daquela derrota dolorosa, mas as decisões tinham de ser feitas durante uma crise global sem precedentes. Não podíamos deixar o clube nas mãos de uma gestão com competências limitadas", justificou o dirigente, que em 2015 havia sido eleito, depois assumir de forma interina o lugar de Sandro Rosell, em janeiro de 2014.

E acrescentou: "Não queríamos fugir, apesar do desgaste pessoal. Foi dito que tínhamos coisas a esconder e que tínhamos medo. Tudo falso. Defendi que a nossa autocrítica nos fortaleceu, mas o que vivemos nos últimos meses ultrapassa o limite."

A terminar, Bartomeu sublinhou ainda que "foi uma honra servir o clube, como dirigente e presidente", vincando que "tentou assumir o cargo com responsabilidade e honestidade".

A presidência de Bartomeu, de 57 anos, à frente do FC Barcelona ficou marcada por alguns momentos menos bons, nomeadamente o caso 'Barçagate', a época 2019-2020, em que o clube não conquistou nenhum título e, mais recentemente, a polémica em torno da saída de Messi, que manifestou a intenção de abandonar o 'barça', mas acabou por ficar na Catalunha.

A direção presidida por Bartomeu, que assumiu a presidência do clube catalão em janeiro de 2014, sucedendo a Sandro Rossel, será substituída por uma comissão de gestão, a cargo de Carles Tusquets, presidente da comissão estatutária económica, sendo que terá de convocar eleições no prazo máximo de três meses, assim que os seus membros tomem posse.

Assim, com o final do prazo apontado para janeiro, já estão confirmados os pré-candidatos Jordi Farré, Agustí Benedito, Víctor Font, Toni Freixa e Lluís Fernández Alà.

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