Miguel Monteiro conquista bronze no lançamento do peso F40 nos Paralímpicos

Gnezdilov e Tnaiash protagonizaram uma "luta" acesa pelo recorde mundial, com o russo a marcar 11,02 logo na primeira tentativa e a liderar o concurso até à última tentativa, na qual o iraquiano marcou 11,15, fazendo cair o recorde e assumindo a liderança da prova.

O atleta português Miguel Monteiro mostrou-se neste domingo satisfeito com a conquista da medalha de bronze no lançamento do peso F40, nos Jogos Paralímpicos Tóquio 2020, mas admitiu que "esperava fazer uma marca melhor".

"Claro que esperava fazer melhor marca, foi para isso que trabalhámos, de qualquer forma foi uma medalha paralímpica, um bronze", disse o atleta, que partiu para a final como recordista do mundo, com 11,01 metros, e viu a sua marca ser batida três vezes.

Miguel Monteiro, atleta de baixa estatura, considerou que a competição "está com a fasquia muito elevada" e acrescentou: "Estamos todos cada vez melhor, hoje não saiu a marca que perspetivava, mas sairá um dia destes."

O atleta de Mangualde alcançou o bronze com um lançamento a 10,76, ficando atrás de Denis Gnezdilov, do Comité Paralímpico da Rússia, que conquistou o ouro, com 11,16 e recorde do mundo, e do iraquiano Garrah Tnaiash, que foi prata, com um lançamento a 11,15.

"Sabia que o russo e o iraquiano, apesar de não terem marca este ano, estavam preparados para a prova", afirmou Miguel Monteiro, que foi quinto nos Jogos Rio2016 e é o atual campeão europeu.

Gnezdilov e Tnaiash protagonizaram uma "luta" acesa pelo recorde mundial, com o russo a marcar 11,02 logo na primeira tentativa e a liderar o concurso até à última tentativa, na qual o iraquiano marcou 11,15, fazendo cair o recorde e assumindo a liderança da prova.

Na derradeira tentativa, Denis Gnezdilov fixou novo recorde mundial, com 11,16, assegurou o ouro e "empurrou" Garrah Tnaiash para a prata.

Miguel Monteiro entrou no concurso com um lançamento a 10,45, marcando, de seguida, dois nulos, que podem ter influenciado a prestação.

"Foi um bocado frustrante saírem aqueles dois nulos, no segundo e terceiro lançamentos, que depois influenciaram. O quarto (10,37) já foi mais seguro, mas a prova é assim. Não vale a pena olhar para isso. Tentei divertir-me prova e usufruir ao máximo", afirmou.

O atleta português admitiu que depois de ter percebido que o bronze estava assegurado, arriscou tudo para conseguir chegar a um lugar mais alto do pódio.

"Quando vi que era certo o terceiro lugar, tentei arriscar tudo para conseguir uma melhor marca, não foi possível, fica para a próxima", disse Miguel Monteiro.

Aos 20 anos, Miguel Monteiro olha para o futuro com esperança e empenhado em continuar a trabalhar: "Enquanto a saúde o permitir vamos continuar a trabalhar para atingir Jogos Paralímpicos, Mundiais, Europeus, com as melhores marcas possíveis."

Miguel Monteiro, atleta da Casa do Povo de Mangualde, conquistou a 93.ª medalha para Portugal, 54.ª para o atletismo, em 11 participações em Jogos Paralímpicos.

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