Miguel Oliveira acredita numa boa corrida apesar de partir de 17.º em Portimão

Piloto lamenta a falta de competitividade da sua KTM, mas salvaguardou as tentativas feitas ao longo do ano para melhorar.

O português Miguel Oliveira (KTM) disse este sábado ainda acreditar numa boa corrida no Grande Prémio do Algarve de MotoGP, apesar de partir do 17.º lugar, no domingo, para a 17.ª e penúltima prova do Mundial de motociclismo de velocidade.

"Hoje foi um bocadinho melhor para nós, principalmente na Q1, em que tivemos um pouco mais de velocidade, mas não a suficiente. Vamos ver esta noite o que podemos fazer. A Tech3 foi um pouco mais rápida, podemos melhorar algo. Ainda acredito que posso fazer uma boa corrida, vou aplicar toda a minha energia nesse sentido, até ao fim da corrida", afirmou o português.

Miguel Oliveira falhou a presença na fase final da qualificação (Q2) - reservada aos 10 mais rápidos nos três primeiros treinos e aos dois melhores da primeira fase de qualificação -, após ter sido o 15.º classificado nos ensaios.

O piloto natural de Almada, vencedor da primeira corrida de MotoGP em Portimão, em 2020, cumpriu a sua melhor volta na qualificação em 01.39,624, imediatamente atrás do italiano Valentino Rossi (Yamaha), sete vezes campeão da categoria rainha, que foi dois centésimos de segundo mais rápido do que Oliveira.

O espanhol Iker Lecuona (KTM) vai partir da 10.ª posição, depois de ter sido um dos repescados para a Q2, com o tempo de 01.39,171, podendo ser útil para a melhoria da mota da equipa de fábrica.

"Há troca de informação com a Tech3, é por isso que há duas equipas na grelha, para eles terem os nossos contributos e os deles nos ajudarem", vincou Miguel Oliveira, 10.º classificado do Mundial, com 92 pontos, mais um do que o espanhol Alex Rins (Suzuki), que vai arrancar do 11.º lugar.

Em conferência de imprensa, o piloto natural de Almada admitiu que a manutenção do pneu dianteiro de 2020, que já não está disponível, "podia melhorar" o desempenho da mota, mas não resolver.

"É frustrante porque não conseguimos alcançar os mesmos registos e é isso que estamos a tentar analisar", sublinhou.

Miguel Oliveira lamentou a falta de competitividade da sua KTM, mas salvaguardou as tentativas feitas ao longo do ano para melhorar, lamentando que a mota não "permita desafiar as posições pretendidas".

"Quando não estamos em boas posições, queremos sempre fazer coisas diferentes. Não foi por não termos tentado que não melhorámos", vincou o português.

Na corrida anterior, em Misano, em Itália, o português, vencedor de uma corrida e duas vezes segundo classificado em 2021, caiu a cinco voltas do final, quando seguia na quarta posição, à frente do francês Fabio Quartararo (Yamaha).

"Numa grelha apertada, tanto podes estar no topo, como estar no fundo", concluiu Miguel Oliveira.

O italiano Francesco Bagnaia (Ducati), segundo na classificação de pilotos, atrás de Quartararo, que já assegurou o título mundial, conquistou a pole position para o Grande Prémio do Algarve de MotoGP, cuja partida está marcada para domingo, às 13:00.

O australiano Jack Miller (Ducati) e o espanhol Joan Mir (Suzuki), campeão do mundo em 2020, vão partir da segunda e da terceira posições, respetivamente, enquanto Quartararo, vencedor em abril do Grande Prémio de Portugal, também disputado na 'montanha-russa' algarvia, vai arrancar do sétimo.

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