Os 45 minutos à Jovane e os onze "Mathieu"

O Sporting entrou com 11 "Mathieu", mas é inevitável voltar a destacar a principal figura da liga portuguesa pós-paragem. Uma parte foi suficiente para decidir o jogo a favor dos leões (1-3).

Tudo ficou decidido na primeira etapa do encontro. No entanto, o resultado ao intervalo não traduziu as dificuldades que a turma de Rúben Amorim enfrentou na Cidade do Futebol. Com um sistema idêntico ao do adversário, Petit lançou o Belenenses SAD para uma pressão individual (avançados condicionavam centrais, Show e André Santos bloqueavam os médios rivais e os alas adiantavam-se) e agressiva no meio campo ofensivo.

Desta forma, e sabendo que o Sporting privilegia a construção curta, os azuis forçaram o erro de Eduardo Quaresma (após um passe nada simpático de Ristovski) e inauguraram o marcador. Até aos 25 minutos, os leões sentiram-se sufocados e incapazes de encontrar saídas para o ataque com continuidade. Jogou-se maioritariamente em zonas próximas da baliza de Maximiano. À medida que o modelo de Rúben Amorim vai sendo conhecido, torna-se fundamental encontrar soluções para que o adversário não o anule. Criar surpresas para iludir a pressão - e serão muitos dispostos a utilizar essa arma. Dar condições para que os médios tenham participação activa.

Sem que a tendência da partida o sugerisse, o empate surgiu de bola parada e com uma abordagem inconsciente do guarda-redes Koffi. Depois, o jogo passou por um período de maior equilíbrio. O Belenenses SAD aproveitava os apoios de Mateo Cassierra para progredir (exibição muito completa, aproximando a equipa do golo), não deixando de pressionar em campo rival. Para tentar desactivar a agressividade dos azuis, o Sporting procurou fazer a bola rolar e chegar ao lado contrário, encontrando Nuno Mendes em profundidade algumas vezes. Jovane ia participando na meia esquerda, mas onde continua a marcar diferenças é em zonas de finalização. Juntou mais um golo artístico à colecção e bisou antes do intervalo (está na jogada que dá origem ao penálti). Tem um sentido de baliza notável e atravessa um período de confiança sem paralelo.

A segunda parte foi jogada noutros termos. Não conseguindo pressionar tão à frente e com a mesma intensidade, o Belenenses SAD concedeu mais espaços e o Sporting soube gerir a vantagem com bola - dispôs de ocasiões para ampliar o resultado. Francisco Geraldes entrou ao intervalo, esteve muito activo na procura do golo e contribuiu para a fluidez na posse de bola leonina.

Com um perfil diferente de Jovane, aproximou-se dos médios, ofereceu mobilidade em zonas interiores e criou superioridades na zona central. Assim, a equipa de Amorim meteu o jogo no bolso e deixou o adversário com poucas hipóteses - no melhor lance, posteriormente anulado, Cassierra isolou Marco Matias. Petit criou problemas com a abordagem inicial, mas a estrelinha de Jovane continua a iluminar o caminho.

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