Pinto da Costa ataca Marcelo e finta Costa. Quem teme insultos nos estádios com adeptos?

Líder portista diz ser incompreensível a ausência de público nas bancadas, numa fatura que já custou ao FC Porto milhões de euros.

O presidente do FC Porto não entende a ausência de adeptos das bancadas, numa altura em que há público em espetáculos culturais. Esta noite, em entrevista à TVI, Pinto da Costa diz que a opção das autoridades de saúde "é incompreensível".

"Nós temos aqui camarotes que são de famílias. Quer dizer, a família não pode vir aqui ver um jogo no camarote, mas pode estar em casa ou ir ao cinema ou restaurante", questionou o líder portista. "Isto ninguém compreende", sublinhando que o presidente da Liga, Pedro Proença e da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, entendem a sua "luta".

Pinto da Costa referiu que o clube azul e branco já perdeu, em receita de bilheteira, 29 milhões de euros. Antes, o líder portista deixou recados: "Se calhar alguns dá-lhes mais jeito que não estejam lá os adeptos. Se tivesse adeptos que vinham cá para me insultar, não os queria cá."

"Sou defensor da regionalização"

Questionado sobre o centralismo de Lisboa, o líder do FC Porto diz que se "queixa menos" do que no passado, "porque há mais" e culpa Marcelo Rebelo de Sousa. "Isto não anda a regionalização porque o Presidente da República não quer", disse.

Questionado sobre as críticas feitas ao primeiro-ministro, Pinto da Costa diz que tem uma relação muito boa com António Costa, mas discorda das ideias do chefe do Executivo. "Em termos governamentais, é óbvio que não posso estar de acordo com todas as ações. (...) No que é a política do futebol, discordo totalmente. O FC Porto pagou, desde que começou a pandemia, pagou quase 20 milhões", lamentou.

Rui Pinto: "Não tenho opinião"

O presidente do FC Porto esclarece que "não tem opinião" formada sobre se o hacker Rui Pinto, responsável pelo Football Leaks, é herói ou vilão. "Há uma coisa que é estranha. Há muita gente com responsabilidades nos pais e que querem ter mais que o consideram um herói. Porque denunciou através de emails de irregularidades que se passavam. Essas irregularidades, se não tivessem sido difundidas, morriam no cesto dos papéis. Agora, quem as pôs cá fora é um herói, quem as pôs em público deu a conhecer, despoletou todo esse processo, é condenado como foi o funcionário do FC Porto que fez isso. Essa dualidade para mim é que é incompreensível.

"Não tenho problema nenhum com o presidente do Benfica"

Questionado sobre as tentativas de reaproximação do Benfica, Pinto da Costa diz que "não tem relação" com Luís Filipe Vieira, recordando que a última vez que esteve com o presidente das águias, foi numa reunião com o Governo.

"Não tenho nenhum problema quando acima das questões pessoais estão os interesses do futebol. Além disso, não há relação entre Jorge Nuno e Luís Filipe Vieira", que abordou as eleições no rival.

"Qualquer indivíduo que queira ser presidente do Benfica mete na cabeça que a primeira coisa que tem de dizer é mal de mim. Mas isso, nem me conhecem, nem nunca os vi", numa referência a Noronha Lopes.

Sobre a polémica presença de António Costa na comissão de honra do Benfica, Pinto da Costa diz que lhe fez "confusão". "A mim chocou-me o primeiro-ministro estar numa comissão de honra a apoiar um indivíduo, não vou falar de processos, mas choca-me ver um indivíduo que deve milhões ao banco que está a ir aos bolsos de todos os portugueses.

Saídas de Alex Telles e Fábio Silva

Sobre a última janela de transferências, Pinto da Costa esclareceu os negócios de Alex Telles e Fábio Silva que partiram para a Premier League. Sobre o lateral brasileiro, o líder portista refere que "nunca fica satisfeito quando sai um bom jogador", sublinhando que Telles queria ir para o Manchester.

"Tentei que não fosse, tentei compensá-lo nem que ficasse até ao fim do ano. Mas manter um jogador que assume publicamente perante mim que quer sair já não está cá", disse. Já sobre a ida de Fábio Silva para o Wolverhampton, Pinto da Costa afirmou que se tratou de um "bom negócio" em que o FC Porto ganhou 20 milhões de euros.

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