PJ faz buscas no Benfica e Santa Clara por suspeitas de corrupção desportiva

Em causa está a recolha de informação para diferentes processos judiciais que envolvem o clube.

Estão a decorrer esta segunda-feira de manhã buscas ao Benfica e respetivos altos responsáveis, com especial incidência nas instalações da SAD do clube e no próprio gabinete da presidência, no estádio da Luz.

Segundo avança a TVI24, o presidente Luís Filipe Vieira é um dos principais visados desta operação, por suspeita de crimes como corrupção desportiva. Paulo Gonçalves, antigo braço direito de Vieira na SAD, é outro dos suspeitos.

Em comunicado enviado às redações, a Procuradoria-Geral da República confirma que estão a decorrer 29 buscas: oito domiciliárias; uma a uma fundação; seis a instalações de três sociedades desportivas; nove a outros tipos de sociedade; duas a dois escritórios de advogados e três a dois clubes desportivos.

A revista Sábado revela que o segundo clube investigado é o Santa Clara dos Açores, por negócios relacionados com o Benfica, nomeadamente as transferências de três jogadores líbios, Hamdou Elhouni, Mohamed Al-Gadi e Muaid Salem Ali.

Contactadas pela Lusa, fontes oficiais dos confirmaram Benfica e Santa Clara confirmaram esta segunda-feira terem sido alvo de buscas, tendo ambos os emblemas da I Liga remetido esclarecimentos para mais tarde, através de comunicados.

"Nos inquéritos investigam-se factos suscetíveis de integrarem crimes de participação
económica em negócio ou recebimento indevido de vantagem, corrupção ativa e
passiva no fenómeno desportivo, fraude fiscal qualificada e branqueamento", revela a PGR

Segundo a TVI, em causa está a recolha de informação para diferentes processos judiciais que estão na reta final, sobretudo o caso dos e-mails, que teve origem na divulgação pública de informações obtidas pelo pirata informático Rui Pinto, e também o caso do 'saco azul', por suspeitas de desvio de 1,8 milhões de euros das contas da SAD, em 2018, para pagamentos de serviços informáticos que nunca foram prestados.

A PGR diz, por sua vez, que as operações de buscas dizem respeito a "negócios de diversa natureza, todos relacionados com o futebol profissional e relativos, nomeadamente, a contratos de parceria de cooperação financeiro-desportiva e respetivos aditamentos bem como a acordos de alteração de contrato de parceria. Investigam-se ainda a aquisição dos direitos desportivos e económicos dos jogadores por parte de clubes nacionais de futebol, empréstimos concedidos a um destes clubes e a uma sociedade desportiva por um cidadão de Singapura com interesses em sociedades sediadas nas Ilhas Virgens Britânicas e a utilização das contas do mesmo clube e de outro, para a circulação de dinheiro. As investigações incidem igualmente sobre o envolvimento de outros tipos de sociedades (algumas ligadas ao setor imobiliário), o pagamento em dinheiro de 2 prémios de jogo, a satisfação de dívidas pessoais de dirigentes, a utilização por estes de valores dos clubes e a omissão declarativa de operações fiscalmente relevantes."

A Procuradoria-Geral da República acrescenta que estas buscas contam com a participação de magistrados do Ministério Público e dos tribunais de Instrução Criminal, inclusive, o Central e
elementos da Polícia Judiciária e da Autoridade Tributária.

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