Stéphane Peterhansel e Paulo Fiúza vencem 4.ª etapa do Dakar2020 nos automóveis

O líder da prova, o espanhol Carlos Sainz, terminou na terceira posição.

O francês Stéphane Peterhansel (Mini), navegado pelo português Paulo Fiúza, venceu esta quarta-feira a quarta de 12 etapas do Rali Dakar de todo-o-terreno, e subiu ao terceiro lugar da geral de automóveis. A dupla luso-francesa gastou 04:04.34 horas para cumprir os 453 quilómetros da especial que ligou Neom a Al-Ula, com um total de 672 quilómetros, deixando o segundo classificado, o qatari Nasser Al-Attiyah (Toyota) a 2.26 minutos.

O líder da prova, o espanhol Carlos Sainz (Mini), terminou na terceira posição, a 07.18 minutos do piloto do Mini. Sainz tem agora 3.03 minutos de vantagem para Al-Attiyah, que é segundo, apesar de uma penalização de três minutos, e 11.42 minutos face a Stéphane Peterhansel.

Na quinta-feira, disputa-se a quinta etapa da 42.ª edição da prova, com uma ligação entre Al-Ula e Ha'il, com 564 quilómetros de extensão, 353 deles ao cronómetro.

Peterhansel atribui vitória a melhorias na comunicação com Fiúza

O francês Stéphane Peterhansel (Mini) admitiu esta quarta-feira que a melhoria na comunicação com o co-piloto português Paulo Fiúza foi um dos segredos para a sua primeira vitória na edição 2020 do Rali Dakar de todo-o-terreno, na quarta etapa.

"O meu co-piloto e eu estamos a começar a comunicar de forma mais serena e precisa, pelo que está a melhorar", disse o piloto francês, no final da etapa que ligou Neom a Al-Ula, na Arábia Saudita, país que acolhe a 42.ª edição do rali.

No início da prova, o piloto francês queixou-se de dificuldades em entender as notas ditadas por Paulo Fiúza em inglês, pois estava habituado a "ouvi-las em francês". Stéphane Peterhansel estava, por isso, satisfeito pelo resultado.

"Sabe bem, depois de todos os problemas nos primeiros dias. Ainda tivemos um furo, que nos custou algum tempo. Não foi uma especial perfeita, mas sabe bem vencer", sublinhou o piloto da Alsácia, em declarações à organização.

O vencedor da etapa desta quarta-feira queixou-se, ainda, de "mais pedras do que o esperado nos últimos 60 quilómetros".

Sunderland perde vitória na quarta etapa das motas. Gonçalves sobe a quarto

O britânico Sam Sunderland (KTM) perdeu esta quarta-feira a vitória na quarta das motas do Rali Dakar de todo-o-terreno, depois de ser penalizado em cinco minutos por excesso de velocidade, promovendo o português Paulo Gonçalves (Hero) ao quarto lugar.

A vitória foi, assim, atribuída ao chileno José Ignacio Cornejo (Honda), que demorou 4:24.51 horas a cumprir os 453 quilómetros da especial cronometrada, menos 35 segundos do que o novo segundo classificado, o argentino Kevin Benavides (Honda).

O vencedor da terceira etapa, o piloto do Botsuana Ross Branch (KTM) fechou os lugares do pódio, a 55 segundos de Cornejo, enquanto Paulo Gonçalves conseguiu o melhor resultado até agora nesta 42.ª edição, ao subir a quarto, a 2.11 minutos do vencedor.

Já outro português, António Maio (Yamaha), sofreu uma queda no início da especial que danificou a sua mota e terminou em 89.º, a 2:06.35 horas do vencedor. Com estes resultados, o norte-americano Ricky Brabec (Honda) manteve a liderança, apesar de ter terminado em sétimo, tendo 2.30 minutos de vantagem sobre o companheiro de equipa Kevin Benavides e 8.31 minutos face a José Ignacio Cornejo.

Paulo Gonçalves, que na véspera perdera seis horas devido a uma avaria e 48 minutos de penalização, está nos últimos lugares, a 7:32.30 horas. A quinta etapa da 42.ª edição da prova, com uma ligação entre Al-Ula e Ha'il, com 564 quilómetros de extensão, 353 deles ao cronómetro, realiza-se na quinta-feira.

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