A jurista Anabela Alves

"Ninguém é intocável no direito internacional penal"

Trabalha em Nuremberga, ao lado da sala 600, onde em 1946 se sentaram os nazis em julgamento. Mestre em Direito Penal Internacional pela Universidade de Londres, Anabela Alves participou no julgamento de Slobodan Milosevic, conhece em detalhe os meandros da investigação e da prova e assegura que ninguém é intocável no direito internacional penal. Acredita que em breve haverá detenções pelos crimes cometidos na Ucrânia e lamenta o facto de ser por culpa dos países ocidentais que não se vai mais longe na aplicação do crime de agressão.

"Recebemos uma prenda do Putin, obrigado por nos libertar. Só não sei do que nos está a libertar"

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"Há muito trabalho no meu departamento, muitas pessoas que precisavam de ser registadas... Temos crianças a nascer que precisam de ser registadas, temos famílias a formar-se independentemente de tudo. Eu caso as pessoas, eu casei os nossos militares." Deitada numa cama do Hospital Regional de Mykolaiv, Marina Andriyaj explica que, apesar de ter sido ferida, não tenciona abandonar o país. "O meu marido insiste, mas eu não vou", acrescenta a mulher de 35 anos.

Reportagem em Zaporizhzhya. Hospital salvou 399 dos 400 feridos de guerra que recebeu

Reportagem em Zaporizhzhya. Hospital salvou 399 dos 400 feridos de guerra que recebeu

O hospital Militar de Zaporizhzhya é o hospital da linha da frente que recebe os feridos de guerra vindos dos territórios ocupados a sul. Chegam pacientes das grandes cidades como Mariupol, Berdyansk, Melitipol, assim como de outras menores como Polohy e Tokmak, onde também o rasto de destruição é atroz. "Todos os feridos passam por aqui", afirma o diretor do hospital Viktor Pysanko. "Desde 24 de fevereiro já recebemos 400, apenas uma pessoa não conseguimos salvar."