Tradições e reinvenções. O que não pode faltar numa mesa festiva?

Natal é Natal. E Ano Novo também. A mesa quer-se tradicional, com bacalhau, cabrito e doces típicos. No entanto, a ementa desta época festiva tem vindo a sofrer alguns reajustes...

Álvaro Costa, chef de cozinha, que passou pela Praça de Natal Jogos Santa Casa em Gaia, no programa da TSF "Natal à Mesa", admite que a tradição já não é o que era em alguns lares.

"O que está a aparecer pode não ser uma nova cozinha, mas são alguns produtos que fazem parte das tradições natalícias de outras latitudes: falo do foie gras, dos caviares, do chocolate,... Há alguma americanização da quadra, mas o bacalhau é sempre rei", afirma o chef.

Já José Silva, especialista em gastronomia, lamenta os desvios à tradição. "É pena que muitos jovens e muitas crianças não comam bacalhau", constata. "Eles não gostam, então é mais fácil fazer um bifinho ou um filetezinho de pescada, mas é uma pena, porque, normalmente, o não gostar vem de não provar. Este é o passo que falta para que a tradição se mantenha por muitos e muitos anos", aponta.

Especialista também em vinhos, José Silva sugere a garrafeira para a noite da consoada: para acompanhar o bacalhau, nada melhor que "vinhos e brancos e encorpados"

Para sobremesa, nada bate o bolo-rei. Luísa Rodrigues, dona de uma confeitaria tradicional do Porto, refere que este doce é indispensável e que o consumo começa até muito antes das noites festivas.

"Desde novembro que começamos a fazer e, diariamente, as pessoas vão apreciando - até porque na véspera e no dia de Natal, acaba por haver muita coisa na mesa, as mesas estão cheias de doces, e não se aprecia tão bem", explica.

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