Astronauta procura-se e pode ser português

A Agência Espacial Europeia, de que Portugal faz parte, procura 26 novos astronautas, nos próximos 18 meses. As candidaturas arrancam a 31 de março e fecham a 28 de maio de 2021.

"Mais mulheres no espaço." O apelo é do diretor-geral da Agência Espacial Europeia (ESA), Jan Wörner, que esta terça-feira apresentou os requisitos de candidatura para ser um novo astronauta da ESA.

Além de mais mulheres no contingente de astronautas, a diversidade passa também pela contratação de pessoal com deficiências que podem ficar numa espécie de "reservas", já que esta figura da "reserva" vai ser implementada pela primeira vez dentro da ESA.

Ou seja, a Agência vai contratar astronautas para dois contingentes: Uma "reserva" com 20 elementos e outro concurso à parte para astronautas de carreira, destinados a missões de longa duração, aqui podem vir a ser contratados quatro a seis técnicos com bilhete marcado para três destinos.

Jan Wörner quer astronautas para missões na "Estação Espacial Internacional, Lua e Marte". Eles devem estar formados daqui a um ano e meio e vão-se juntar à equipa já existente de sete Cosmonautas Europeus, oriundos de cinco países, "para dar continuidade ao trabalho já existente", sublinha.

O atual grupo de astronautas da ESA consiste em sete membros ativos (seis homens e uma mulher). Eles são nacionais da Dinamarca (1), da Alemanha (2), de França (1), da Itália (2) e do Reino Unido (1) e todos (exceto um) são do curso de 2009 após uma campanha de recrutamento com 8 mil candidaturas.

Para este concurso de 2021, as candidaturas duram dois meses e todo o processo é online (através de um site próprio da ESA) com o envio do curriculum, de uma carta de motivação, de uma cópia do passaporte e de um certificado médico de um especialista em saúde aeronáutica.

Os candidatos devem ter completado um Mestrado ou equivalente numa aérea científica como a física, a biologia, a química, a medicina ou a matemática, além disso devem ter pelo menos três anos de experiência profissional de pós-graduação.

Os candidatos têm que ter trabalho comprovado num laboratório, ou ter conduzido pesquisas de campo ou ter trabalhado num hospital, a experiência como piloto pode ser uma vantagem. Também saber uma segunda língua é uma mais-valia, já para não dizer que o domínio total do inglês é obrigatório.

Estes foram dados revelados ao longo de uma conferência de imprensa transmitida em direto pela ESA no seu canal do YouTube.

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de