Cultura a gosto na adega Quintas de Melgaço

A adega Quintas de Melgaço abre as portas e dá a conhecer a cultura na região.

Exposições de pintura e de artesanato vão estar patentes, durante o mês de agosto, na adega das Quintas de Melgaço, de portas abertas ao público para uma iniciativa deveras singular.

Os trabalhos, todos da autoria de artistas locais, são enquadrados com workshops gratuitos, que têm como objetivo dar a conhecer de uma forma mais ampla o talento das gentes da vila mais setentrional de Portugal.

É um convite para conhecer Melgaço feito por um produtor de vinho verde, que tem sido um verdadeiro embaixador da região do Alto Minho, plena de tradições ancestrais e que é território de eleição do afamado vinho Alvarinho.

Na continuidade da aposta no enoturismo e da última sessão que reuniu dezenas de pessoas, aquele produtor elaborou uma agenda de eventos destinada às famílias e que pretende divulgar os talentos artísticos locais. Ao longo do mês de agosto, a pintura divide palco com o artesanato na sala de provas da Quintas de Melgaço, com uma exposição e em dois workshops abertos ao público.

Face às indicações da Direção-Geral da Saúde, ditadas pela pandemia, apenas são aceites grupos com o máximo de oito pessoas, para que sejam cumpridas as distâncias mínimas de segurança, sendo obrigatório o uso de máscara.

A primeira quinzena do mês de férias por excelência é dedicada ao trabalho de Júlia Fernandes, com a exibição permanente de uma exposição de pintura. O processo criativo da pintora vai ser partilhado com todos os que se queiram juntar no dia 8 de agosto (sábado), para um workshop de pintura colaborativa, na adega do produtor. Melgacense de berço, para Júlia a pintura é um lugar de encontro, onde ocorrem metamorfoses de emoções e perceções.

A partir do dia 15 de agosto e até final do mês, é o bordado que toma conta das atenções. Rosa Maria, nascida em Moçambique, mas residente em Melgaço há vários anos, retoma a tradição do concelho, intimamente ligada à tecelagem em linho e lã, de onde surgem os trajes característicos e outros elementos do imaginário popular do município. As cores e feitios dos bordados de Rosa Maria estarão em exibição até ao fim do mês e podem ser aprendidos no workshop (dia 15 de agosto) orientado pela artesã.

O sucesso do primeiro workshop de pintura levou a Quintas de Melgaço, a reforçar a aposta neste tipo de iniciativas.

"Com estas ações pretendemos mostrar que o concelho está fervente de iniciativas e oferece bons motivos para ser conhecido. Da mesa à cultura, da tradição ao futuro", justifica Pedro Soares, administrador delegado da Quintas de Melgaço, uma sociedade - projeto único em Portugal - constituída por mais de meio milhar de membros acionistas, a maioria pequenos e médios produtores vitivinícolas.

QM Rosé e QM Alvarinho 2019: novas referências

O portefólio da Quintas de Melgaço foi aumentado, recentemente, com o lançamento do Rosé, produzido com assinatura do enólogo Élio Barreiros, a partir das castas mais nobres brancas e tintas da sub-região de Monção e Melgaço: o Alvarinho e o Sousão.

De cor ligeira, tem aromas de frutos vermelhos, infusão de mentas e casca cítrica. Muito fresco e persistente é ideal para acompanhar saladas, aperitivos, massas e arrozes de peixes e marisco ou um queijo amanteigado.

Referência para outro lançamento: QM Alvarinho, um vinho verde feito, exclusivamente, com uvas da casta Alvarinho, a mais nobre da Sub-Região de Monção e Melgaço, onde encontra as condições únicas para a sua produção.

De aspeto límpido e cor citrina, aroma frutado, notas exóticas e ligeiro floral, pode ser bebido como aperitivo ou a acompanhar peixes, marisco, carnes brancas, aves, queijos ou enchidos regionais.

As características deste vinho dão-lhe um a longevidade em garrafa de três a cinco anos.

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