Vinho de Pias: a fama criada pelo PREC e a revolução hoje em marcha

A história do vinho de Pias, no Baixo Alentejo, está ligada à família Margaça, cuja 3.ª geração está empenhada em valorizar a marca e a região.

Lá vai Serpa, lá vai Moura, e as Pias ficam no meio», assim começa uma moda tradicional alentejana, imortalizada por Amália Rodrigues, que situa, geograficamente, aquela localidade da margem esquerda do Guadiana.

No mundo do vinho, a designação Pias surge em muitos rótulos, mas só um número muito reduzido de referências é produto daquele rincão do Baixo Alentejo.

Desse modo, identidade e origem dão cunho aos vinhos produzidos pela família Margaça, cujo trajeto começou nos idos de 70 do século passado e já chegou à 3.ª geração.

A história remonta a 1970, quando José Veiga Margaça, natural de Torres Vedras, se estabeleceu no Alentejo como representante de um armazenista de vinhos.

O sonho de se tornar produtor ganhou forma, quando se apercebeu das potencialidades da região para o cultivo da vinha. E, na procura de um «terroir» ideal, surgiu Pias. Pouco tempo volvido, em 1973, após ter adquirido as primeiras propriedades, fundou a Sociedade Agrícola de Pias.

De seguida, introduziu novos métodos de viticultura, criou novos canais de venda e distribuição, ao mesmo tempo que começou a ocupar cada vez mais terras com vinhas e olivais.

Ganhava forma o ambicioso projeto, quando se deu a Revolução de Abril. Com o PREC em curso, as terras foram ocupadas e Pias tornou-se atração para muitos que, no regresso, levavam na bagagem a memória daquela freguesia do concelho de Serpa em forma de garrafa, dando a conhecer e a provar o seu vinho.

E assim, Pias gerou um fenómeno que hoje perdura, embora o sucesso tenha gerado outro tipo de problemas, com a perda de identidade da marca «Pias» que, sem impedimentos legais, passou a ser usada de forma abusiva, Nesta fase, Luís Margaça, terceira geração à frente da Sociedade Agrícola de Pias, percebeu que «o mais importante não é competir na prateleira contra vinho produzido em massa, vindo da Europa a granel com custos muito baixos e uma qualidade que em nada honra Pias».

Determinado em «promover a nossa cultura e gastronomia, o «terroir» diferenciador e autêntico, o empenho de várias gerações de famílias que trabalham, até hoje, na vinha e na adega», Luís Margaça adotou nova estratégia com um objetivo bem definido: valorizar não só a marca, mas muito em especial a região.

Novas referências

Assim surgiu uma nova marca no universo da Sociedade Agrícola de Pias: em estreia absoluta no mercado, Família Margaça é uma homenagem ao trabalho desenvolvido pelo fundador da empresa, à sua família e às gentes da terra que nunca desistiram de Pias.

Esta nova gama inclui seis referências apontadas ao patamar premium: Vinha do Furo (tinto, branco e rosé); Reserva Tinto; Reserva Branco e a monocasta Touriga Nacional.

Destaque para «asPias», disponível na loja online do produtor. É uma marca que se tornou um sucesso de vendas graças à relação qualidade/preço. Branco, tinto e rosé constituem o portefólio.

São vinhos que mantêm um perfil tradicional; mais complexo e encorpado o tinto, um «blend» de aragonez, touriga franca, alicante bouschet e petit verdot.

Um vinho que evidencia caráter alentejano, honrando a origem e apresenta uma imagem contemporânea, com assinatura do Atelier Rita Rivotti.

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