"Para que avance a educação, não serve dar mais a quem mais tem"

Do dinheiro na economia espanhola à falta de liquidez em Angola, passando por Hong Kong, choque entre aliados da NATO, Covid-19 e anexação em Israel.

Em Espanha, no El País: Governo injeta quarenta mil milhões na economia digital e verde, reserva outros 10 mil milhões para entrar em empresas estratégicas em crise.

Pedro Sánchez assumiu que é inevitável a subida de impostos. Está no Voz da Galiza, que acrescenta que há ainda um plano de ajuda para empresas viáveis. Também no La Razón, Sánchez subirá impostos e marcará as empresas. No ABC, na capa, vemos desenhada uma multidão em fila e, ao lado, o número 28 - na verdade, 28%. Tútulo: o desemprego dispara e Sánchez agravará com mais impostos.

Regresso ao El País para dar conta do que diz a ministra da Educação Isabel Celáa, que afirma que "para que avance a educação, não serve dar mais a quem mais tem".

Também no El País, o choque entre duas potências da NATO: navios de guerra turcos hostilizaram fragata francesa que, no Mediterrâneo, patrulhava e zelava pelo cumprimento do embargo de armas à Líbia. Como se sabe, a Turquia apoia uma das fações em conflito na Líbia. A fragata francesa Courbet dispunha-se a inspecionar o Cirkin, navio com bandeira da Tanzânia, suspeito de contrabando de armas. Paris considerou o ato das fragatas turcas como "agressivo e hostil".

Em França, no L"Opinion, escreve-se sobre os jovens: aquilo que espera a geração Covid.

E no Aujourd Hui, Macron admite que a rentrée vai ser difícil.

No Le Figaro, Macron quer manter o curso do seu quinquenário. O Presidente francês pode anunciar uma remodelação governamental nos próximos dias.

Ficamos também a saber que o Reino Unido oferece um refúgio aos cidadãos de Hong Kong para combater Pequim. É a primeira reação à aprovação da lei de segurança nacional e, logo no primeiro dia de vigência da nova lei, centenas de detenções na região administrativa especial, que foi colónia britânica até 1997.

O Libération enche a capa com um homem no chão, detido pela polícia em Hong Kong, mãos atrás das costas mas a olhar para a objetiva do fotojornalista da Agência France Press que captou o momento..O título é: "Hong Kong: o medo".

No Global Times, jornal oficial chinês em língua inglesa, leio que o "responsável pela segurança nacional" em Hong Kong vai ser anunciado em breve.

No Shangai Daily, a China crítica americanos e britânicos por se meterem nos assuntos de Hong Kong.

No China Daily, diplomacia em tempo de vírus reforça laços.

Depois do referendo constitucional na Rússia, o senhor todo - ainda que na foto apareça sentado - e cada vez mais poderoso do Kremlin, aparece na primeira página do jornal alemão Reinische Post. O título da manchete é: Putin total.

O Jerusalém Post pergunta: quem manda aqui? Ou, como outros diriam, mas afinal, quem é o presidente da junta? Quando os dois Benjamins, Netanyahu e Gantz, decidiram formar um governo de unidade nacional, fizeram-no por duas razões: por um lado, por razões sanitárias, dar uma resposta mais eficaz e coesa na luta contra a novo coronavirus, e, em segundo lugar, para implementar o plano da administração Trump para o Médio Oriente, cujo ponto principal, é a anexação dos territórios palestinianos da Cisjordânia. No primeiro caso, é um desastre: os números atingem recordes diários e a União Europeia fecha portas a quem chega de Israel. No segundo ponto, tudo em suspenso a pedido da Casa Branca, mas a intenção já serviu para uma ação de protesto, no caso uma declaração vídeo online e em direto conjunta das duas facões palestinianas, Fatah e Hamas, algo - essa sintonia - que já não acontecia há mais de dez anos.

Aí se ele cai, pode partir...

Em caso de depreciação insustentável da moeda angolana, o Banco Nacional de Angola pode ir a jogo. Está na capa do Jornal de Angola. BNA admite intervir para segurar o kwanza.

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