Adalberto Costa Júnior eleito presidente da UNITA com mais de 96% dos votos

Dos 1141 delegados presentes - nove foram suspensos por terem recorrido ao TC para travar a data do congresso -, 96,43% votaram em Costa Júnior, candidato único.

Adalberto Costa Júnior foi eleito presidente da UNITA com mais de 96% dos votos. O líder da oposição em Angola volta ao cargo que exercia desde 2019, com uma votação que não deixa dúvidas e uma expressão de unidade do partido.

Adalberto da Costa Júnior tinha sido eleito presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) no XIII Congresso, realizado em novembro de 2019, e afastado posteriormente na sequência de um acórdão do Tribunal Constitucional, que determinou a anulação deste congresso e a realização de um novo conclave, que se iniciou na quinta-feira.

No terceiro e último dia do XIII Congresso, cujo ponto alto foi a eleição do novo presidente, a votação foi antecedida pela aprovação de um conjunto de resoluções e vários intervenções que levaram a votação, que estava prevista para as 10h30, a derrapar para o início da tarde.

Dos 1150 delegados previstos, apenas 1141 vão participar no ato eleitoral, pois nove estão suspensos.

Questionado sobre os motivos que levaram à suspensão de três membros da Comissão Política, depois de outros sete militantes terem sido suspensos, esta semana, o porta-voz do partido, Ruben Sicato, indicou que a decisão se deveu a razões de ordem disciplinar e que todos terão oportunidade de falar em sua defesa.

A direção da UNITA suspendeu na quarta-feira três membros da Comissão Política, entre os quais José Pedro Katchiungo, que disputou a liderança do partido no congresso realizado em 2019, que elegeu Adalberto da Costa Júnior.

Katchiungo disputou a corrida eleitoral à UNITA em 2019, sendo o menos votado entre os restantes candidatos (Adalberto Costa Júnior, Alcides Sakala, Abilio Kamalata Numa, Raul Danda), recolhendo apenas 10 votos.

Na terça-feira, a UNITA tinha já decidido suspender preventivamente outros sete militantes que recorreram ao Tribunal Constitucional (TC) para inviabilizar a data do congresso.

O general Lukamba Paulo Gato, que presidiu a este XIII Congresso da UNITA, declarou: "A legitimidade acaba de ser reposta." Estava-se nos momentos finais do congresso de três dias, os delegados já tinham votado e Adalberto Costa Júnior já tinha sido devolvido ao lugar que havia alcançado há dois anos, no meio de uma grande euforia.

No final do terceiro dia de trabalhos, dos 1141 delegados presentes - nove foram suspensos por terem recorrido ao TC para travar a data do congresso -, 96,43% votaram em Costa Júnior, candidato único. Um sinal de unidade em resposta àquilo que a UNITA considera ser a manipulação política das instâncias judiciais para introduzir obstáculos no caminho do principal partido da oposição em Angola.

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