Não há registo de mortes com a Ómicron. No Reino Unido maioria dos infetados tem duas doses da vacina

Em Portugal, há 34 casos confirmados desta nova variante. Os Estados Unidos da América e a Austrália são os mais recentes países a assinalarem os primeiros casos.

A nova variante da Covid-19 já chegou a pelo menos 38 países, mas, segundo a Organização Mundial de Saúde, até agora não há registo de uma única morte associada à Ómicron. Ainda assim, os cientistas continuam sem dados seguros sobre o real nível de ameaça que esta variante possa constituir.

Os Estados Unidos da América e a Austrália são os mais recentes países a assinalarem os primeiros casos desta estirpe, e, no Reino Unido, com mais de uma centena de casos, surge a indicação de que a maioria dos infetados são pessoas que já tinham as duas doses da vacina.

Há ainda um dado a sugerir que a Ómicron é grande causadora de reinfeções: um estudo preliminar conduzido por cientistas sul-africanos indicou precisamente que esta variante tem uma capacidade de reinfetar pessoas que já tiveram a doença ou se vacinaram, três vezes superior à das variantes Delta ou Beta.

Em Portugal, já foram detetados 34 casos desta variante, havendo ainda outros quatro casos suspeitos. Começam também a surgir as primeiras infeções não relacionadas com o surto na B SAD.

O último relatório do Instituto Nacional De Saúde Doutor Ricardo Jorge, sobre as linhas vermelhas da pandemia, indica que foi identificado mais um caso da nova variante na região de Lisboa. Trata-se de uma pessoa que regressou recentemente da África do Sul.

Há ainda mais três situações distintas na região Centro sem relação entre si, nas quais foram identificados sete casos, dois ainda à espera de confirmação. Nenhum dos infetados apresenta sintomas agudos.

A atividade pandémica apresenta uma tendência crescente a nível nacional. Portugal pode ultrapassar os 480 casos de infeção por cem mil habitantes em menos de duas semanas, o que já aconteceu no Centro e no Algarve.

O grupo etário com incidência mais elevada é o das crianças até aos dez anos, com quase 600 casos por cem mil habitantes.

O documento assinala ainda que. quer a mortalidade, quer os internamentos em cuidados intensivos, registam uma tendência fortemente crescente. O número de internados corresponde agora a 50% do valor crítico definido de 255 camas ocupadas. O grupo etário com maior número de casos de Covid-19 internados em UCI é o dos 60 aos 79 anos. Nos últimos dias, a faixa dos 40 aos 59 anos tem vindo a apresentar também uma tendência crescente.

LEIA AQUI TUDO SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19

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