Alemanha conta mais de 200 novos casos e volta a debater uso de máscara

Alemanha já passou a barreira dos nove mil mortos por Covid-19.

A Alemanha regista um total de 196.554 casos de Covid-19 desde o início da pandemia, com um aumento de 219 nas últimas 24 horas, e volta a debater a utilização obrigatória de máscara.

O Instituto Robert Koch (RKI) contabiliza mais quatro vítimas mortais, para um total de 9.016, e um crescimento de 500 casos considerados curados nas últimas 24 horas, para um total de 182.200.

O país volta a discutir a utilização de máscaras como medida obrigatória de proteção, depois de o ministro da Economia do governo da Baixa Saxónia, Bernd Althusmann, ter dito, numa entrevista dada no fim de semana ao "Welt am Sonntag", que o seu uso deveria passar a ser apenas uma recomendação no comércio.

Uma opinião também partilhada ao mesmo jornal pelo ministro da Economia do estado de Meclemburgo-Pomerânia Ocidental, Harry Glawe, que defendeu o fim desta medida caso os números de Covid-19 continuem baixos.

Hoje, numa nova entrevista à NDR, Althusmann, da União Democrata-Cristã (CDU) recuou, sublinhando estar contra a abolição completa deste método, adiando uma nova discussão para depois do período de férias.

As declarações já mereceram várias críticas, entre elas do líder do governo da Baviera, Markus Söder, que escreveu na rede social Twitter que a obrigatoriedade do uso de máscara permanece, "já que esta é uma das poucas ferramentas eficazes contra a propagação do vírus", acrescentando que os políticos "não devem dar o sinal errado" de que a pandemia já terminou.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 531 mil mortos e infetou mais de 11,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.614 pessoas das 43.897 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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