Alemanha diz que prazo de saída dos EUA não chega para retirar pessoas do Afeganistão

O Governo alemão pediu novamente aos EUA mais diálogo com os taliban para garantir as transferências.

O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros disse nesta terça-feira que o tempo planeado pelos Estados Unidos para sair do Afeganistão, até 31 de agosto, "não será suficiente" para retirar todas as pessoas que desejam sair do país.

"Mesmo que (a operação de retirada) dure até 31 de agosto ou mais alguns dias, não será suficiente", explicou Heiko Maas numa entrevista ao jornal Bild, pedindo novamente mais diálogo com os taliban para garantir as transferências.

Os líderes do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) vão reunir-se nesta terça-feira de emergência para discutir a situação no Afeganistão, onde milhares de afegãos continuam a querer fugir dos taliban.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, participam na cimeira extraordinária do G7.

O Reino Unido indicou que pretende solicitar aos Estados Unidos que prolonguem a operação em Cabul, mas o secretário da Defesa britânico, Ben Wallace, admitiu nesta terça-feira ser improvável que essa operação possa continuar depois de 31 de agosto.

"Acho improvável, não apenas devido ao que os taliban disseram, mas [também] tendo em conta as declarações públicas do Presidente [Joe] Biden", disse Ben Wallace, na cadeia televisiva Sky News, a poucas horas do início da reunião virtual do G7, agendada para as 14h30.

Wallace já tinha admitido na segunda-feira que a operação em Cabul deve ser agora medida "por horas, e não por semanas", dado que depende da estrutura de segurança que as forças norte-americanos têm no terreno.

"Quando eles [EUA] se retirarem, levarão a estrutura...e nós teremos de partir também", disse Wallace.

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