Alemanha enfrenta novo recorde com quase 15 mil novos casos num só dia

A partir de 4 de novembro, e durante um mês, restaurantes, bares, instalações desportivas, culturais e de lazer, como cinemas e teatros, devem fechar as portas.

A Alemanha registou, nas últimas 24 horas, 14.964 novos casos de covid-19, o número mais alto desde o início da pandemia, numa altura em que o Governo se prepara para adotar medidas mais drásticas.

A chanceler, Angela Merkel, vai estar esta quarta-feira reunida com os líderes dos 16 estados federados, e deverá propor, de acordo com a agência de notícias France-Presse, um novo pacote de medidas para conter o grande aumento de casos que se tem verificado nas últimas semanas.

De acordo com este plano, a partir de 4 de novembro, e durante um mês, restaurantes, bares, instalações desportivas, culturais e de lazer, como cinemas e teatros, devem fechar as portas.

O governo alemão tenta assim evitar um confinamento generalizado, com o encerramento de escolas e jardins-de-infância, e a obrigatoriedade de a população permanecer em casa.

Há, no entanto, dois distritos, na região da Baviera, onde o confinamento geral já vigora.

O ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, que se mantém em casa em isolamento, depois de ter contraído a doença, disse esta quarta-feira à rádio pública SWR, que, "se as unidades de cuidados intensivos encherem, já é demasiado tarde", apelando à necessidade de diminuir os contágios.

A Alemanha regista um total de 464.239 casos desde o início da pandemia de covid-19, dos quais 332.800 já foram considerados curados.

Nas últimas 24 horas, contabilizaram-se 85 vítimas mortais para um total de 10.183.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 43,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.371 pessoas dos 124.432 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

LEIA AQUI TUDO SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19

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