Amnistia apela ao respeito pelos direitos de detidos na China que incluem luso-chinês

A Amnistia Internacional lembra que os jovens "foram privados dos seus direitos básicos a um julgamento justo".

A Amnistia Internacional faz um apelo para que sejam respeitados os direitos de 12 jovens de Hong Kong presos na China há cem dias. Os jovens, um deles luso-chinês, foram detidos quando tentavam deixar Hong Kong de barco.

Dois dos jovens são acusados de facilitarem a saída secreta de pessoas do país. Os outros restantes estão detidos por terem tentado deixar Hong Kong secretamente.

"A situação destes 12 jovens é extremamente preocupante. Nos últimos 100 dias, foram submetidos a algumas das táticas mais comuns do manual da polícia chinesa", apontou a organização de defesa dos Direitos Humanos.

Desde que estão numa prisão chinesa não puderam nomear um advogado e as famílias não os podem visitar.

A Amnistia Internacional lembrou que os jovens "foram privados dos seus direitos básicos a um julgamento justo, incluindo a chance de escolher os seus próprios advogados".

A organização disse ainda que os detidos "correm o risco de sofrer tortura e maus-tratos".

A amnistia exige, por isso, que os direitos dos jovens sejam respeitados e que a China mostre que não estão a ser submetidos a tortura ou outro tipo de tratamento indigno.

A lei de segurança nacional imposta por Pequim à região semiautónoma de Hong Kong pune atividades subversivas, secessão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras com penas que podem ir até à prisão perpétua, e levou vários ativistas pró-democracia a refugiar-se no Reino Unido e Taiwan.

Recomendadas

Patrocinado

Apoio de