Mais de 1.000 trabalhadores indonésios bloquearam esta segunda-feira o acesso à maior mina de ouro do mundo para protestar contra a decisão do empregador de impedir visitas às famílias devido à pandemia da Covid-19.
Os mineiros manifestaram-se do lado de fora da entrada principal do complexo Grasberg - que é também uma mina de cobre - em Papua, no leste da Indonésia, enquanto os trabalhadores se reuniam com a operadora norte-americana Freeport.
O protesto começou esta segunda-feira de manhã quando a empresa decidiu suspender o serviço de autocarro para a cidade de Timika por causa de preocupações com a disseminação do novo coronavírus.
"Eles estão a manifestarem-se com calma e, no momento, está tudo sob controlo. Não há violência", afirmou o chefe da polícia de Tembagapura, Eduard Edison, à agência francesa France-Presse.
Os trabalhadores e a administração "ainda não chegaram a acordo" e "continuam a negociar", acrescentou a mesma fonte.
A porta-voz da Freeport, Riza Pratama, indicou que o grupo está a "estudar" as reivindicações dos trabalhadores.
"Daremos uma resposta o mais brevemente possível, levando em consideração os protocolos de saúde e segurança", acrescentou.
Em maio, a operadora Freeport disse que iria reduzir o tamanho da mina, que emprega cerca de 25.000 pessoas, depois de as infeções terem aumentado na região.
A Indonésia registou até agora um total de 155.412 contaminações de Covid-19, incluindo 6.759 mortes.
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