Bielorrússia considera contraproducentes sanções devido a situação com migrantes

O ministro bielorrusso dos Negócios Estrangeiros salientou "a falta de perspetivas de sanções e o caráter contraproducente das abordagens punitivas para o desenvolvimento das relações entre a Bielorrússia e a União Europeia".

O ministro dos Negócios Estrangeiros bielorrusso, Vladimir Makei, disse neste domingo ao chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, durante uma conversa telefónica sobre a crise migratória na fronteira bielorrusso-polaca, que as sanções impostas ao seu país são contraproducentes.

"O lado bielorrusso confirmou a sua disponibilidade para um diálogo respeitoso e em pé de igualdade com a União Europeia", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros bielorrusso, através de uma declaração.

Makei salientou "a falta de perspetivas de sanções e o caráter contraproducente das abordagens punitivas para o desenvolvimento das relações entre a Bielorrússia e a União Europeia".

A conversa telefónica entre o ministro bielorrusso e Borrell aconteceu na véspera de uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE em Bruxelas, na segunda-feira, para a qual se espera que seja aprovado um novo quadro jurídico que permitirá a imposição de sanções adicionais à Bielorrússia.

Este é o quinto pacote de sanções contra as autoridades bielorrussas desde as últimas eleições presidenciais no país, nas quais Alexander Lukashenko voltou a ganhar, e que a UE descreveu como fraudulentas.

Desta vez é uma questão de alargar o quadro legal para sancionar os responsáveis pela situação com migrantes na fronteira da Bielorrússia com a Polónia e Lituânia, de acordo com a UE e fontes diplomáticas.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros bielorrusso disse que Makei e Borrell discutiram a "situação complexa da migração" na fronteira da Bielorrússia com a UE.

"Makei informou o seu interlocutor sobre as medidas tomadas pela Bielorrússia para reduzir o fluxo de migrantes da Ásia, África e Médio Oriente e para prestar ajuda humanitária aos refugiados na fronteira", segundo a declaração.

Segundo Minsk, as partes concordaram em "manter os canais de diálogo abertos".

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