Bruno Covas, atual prefeito de São Paulo, reeleito para novo mandato na maior cidade do Brasil

Cerca de 60% dos nove milhões de eleitores paulistanos deram a vitória ao político de 40 anos do ​​​​​​​PSDB.

Guilherme Boulos, 38 anos, do PSOL, uma espécie de Bloco de Esquerda brasileiro, chegou com surpresa à segunda volta mas acabou por ficar aquém do esperado na segunda.

A eleição de Covas serve de ilustração do tom geral das eleições: os partidos do centro e do centro-direita venceram a maioria das prefeituras em disputa; a esquerda, embora em recuperação após a debacle nas municipais de 2016, também sai derrotada: e o bolsonarismo, movimento de extrema direita surgido nas presidenciais de 2018, quase desaparece, com a derrota dos três candidatos apoiados pelo presidente da República.

A começar por Marcelo Crivella, do Republicanos, partido ligado à IURD, derrotado por Eduardo Paes, do DEM, de centro-direita, no Rio de Janeiro. Paes obteve quase dois terços dos votos dos cariocas num sinal claro de rejeição a Crivella, atual prefeito e sobrinho de Edir Macedo.

Os candidatos bolsonaristas em Belém e em Fortaleza também perderam, no primeiro caso para um candidato do esquerdista PSOL e no segundo para um aliado de Ciro Gomes, do PDT, de centro-esquerda, o terceiro classificado nas presidenciais de 2018.

Uma das eleições mais aguardadas ocorria no Recife, onde as sondagens davam um empate a 50% entre João Campos, do PSB, e Marília Arraes, do PT, ambos de centro esquerda e primos. Campos acabou por vencer com cerca de 10 pontos de avanço sobre Marília.

Nota ainda para Goiânia, onde o vencedor, Maguito Vilela, do MDB, não participou na campanha por estar há semanas hospitalizado em estado grave com covid-19. Entubado, Vilela não sabe sequer que foi eleito.

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