Buraco na camada de ozono ultrapassa o tamanho da Antártida

Cientistas revelam que, este ano, o buraco está a evoluir de forma diferente da habitual.

A dimensão do buraco na camada de ozono no hemisfério sul ultrapassou o tamanho da Antártida, continente com cerca de 14 milhões de quilómetros quadrados, anunciou, esta quinta-feira, o serviço europeu Copernicus, de monitorização da atmosfera.

"O buraco da camada de ozono cresceu consideravelmente na última semana e agora é maior do que 75% dos buracos de ozono nesta época do ano, desde 1979", anunciaram os cientistas do programa Copernicus, o programa de observação da Terra da União Europeia, que têm estado a acompanhar de perto o desenvolvimento do buraco da camada de ozono sobre o Polo Sul.

No dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozono, que se assinala esta quinta-feira, a equipa divulgou novos dados sobre a camada atmosférica que protege a Terra de radiação ultravioleta nociva.

"Este ano, o buraco da camada de ozono desenvolveu-se da forma esperada no início da estação. Parece muito semelhante aos anos anteriores, que não foram excecionais em setembro, mas depois tornou-se um dos maiores nos nossos registos para o final da época", revelou o diretor do Copernicus, Vincent-Henri Peuch.

De acordo com as estimativas dos cientistas, o buraco evoluirá este ano de forma diferente da habitual.

"O vórtice é bastante estável e as temperaturas estratosféricas são ainda mais baixas do que no ano passado. Estamos diante de um buraco de ozono bastante grande e potencialmente profundo", acrescentou o investigador.

O sistema de observação assenta em modelação por computador, combinada com imagens de satélite, de forma semelhante às previsões do tempo, para obter uma imagem tridimensional abrangente do buraco do ozono.

Em declarações à TSF, o presidente da associação ambientalista Zero, Francisco Ferreira, considera que o aumento do buraco na camada é um sinal preocupante.

O máximo do buraco de ozono foi atingido em 2006, com 27 milhões de quilómetros quadrados. Agora, ainda no inicio da época de crescimento, o buraco tem já 23 milhões de quilómetros quadrados.

Francisco Ferreira lembra que a emissão de gases com efeito de estufa está muito ligada aos clorofluorcarbonetos, pelo que lembra que máquinas como frigorificos e aparelhos de ar condicionado mais antigos, que são responsáveis por este tipo de emissões, devem ser entregues nos locais adequados.

Notícia atualizada às 10h37

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