Congresso norte-americano fica a saber que os OVNI não serão de outro mundo

56 anos depois da ultima audiência no congresso norte-americano, esta tarde, voltou a falar-se de fenómenos aéreos inexplicáveis, ou como quase todos dizemos, de objetos voadores não identificados.

Em mais de cinco décadas não surgiram grandes novidades. O Pentágono e a Marinha, que integram uma task force para investigar estas situações, admitem que a maior parte dos avistamentos não têm explicação.

Até à atualidade não foram recolhidos materiais ou registos que apontem para fenómenos extraterrestres. Os avistamentos têm sido comunicados em vários pontos do mundo, mas nos dados trocados com os americanos também não há nada que diga que possam ter vindo de outros planetas.

Neste mistério, que há várias décadas tem apaixonado as pessoas, há uma certeza, os avistamentos de fenómenos aéreos inexplicáveis têm aumentado. Scott Bray, diretor adjunto dos serviços secretos da marinha, diz que esse é o resultado de se ter acabado com o estigma de quem dizia ter visto Objetos Voadores Não Identificados (OVNI). Antes essas pessoas eram alvo de chacota, agora são incentivadas a dizer o que viram e são tratadas como alguém que contribuiu para estudos científicos e tecnológicos.

Neste momento na base de dados do grupo de trabalho há informações sobre 400 avistamentos que não têm explicação. Só são registados fenómenos comunicados pelos pilotos militares, e pilotos da aviação civil.

O congressista Raja Krishnamoorthi perguntou a Bray se algum destes fenómenos pôs em risco aviões. O diretor adjunto dos serviços secretos da marinha revelou que houve mais de uma dezena de situações em que os aparelhos estiveram muito próximo de objetos físicos. Scott Bray disse ainda que nunca foi relatada qualquer tentativa de comunicação.

Quem investiga estes casos fala na possibilidade de serem fenómenos meteorológicos, programas militares americanos secretos ou sistemas de inimigos estrangeiros, mas os dados recolhidos não permitiram uma explicação. O caso mais claro explicado até hoje afinal não passava de um balão grande e meio vazio.

Nesta audiência muitas perguntas ficaram por responder. Não sabemos se há algum caso decifrado que saia das explicações habituais, se algum avistamento obrigou a mudar as estratégias defensivas ou ofensivas dos Estados Unidos ou se os americanos têm sensores subaquáticos para detetarem estes fenómenos na água.

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