Crónica de um português em Wuhan: o quase fim do bloqueio de Wuhan

João Pedrosa decidiu ficar na cidade chinesa que foi o epicentro do novo coronavírus. Agora, escreve no site da TSF sobre o dia a dia em Wuhan.

Passados 76 dias dum bloqueio draconiano, Wuhan finalmente "acordou" e retirou as trancas das suas portas.

No entanto, a cidade continua enferma e ainda tem um longo caminho a percorrer antes de ter "alta" completa.

Em termos de segurança e de rastreabilidade, as pessoas só podem circular, entrar e sair aonde quer que seja, exibindo no seu smartphone o "código verde" de saúde.

Nas últimas dez semanas, cerca de nove milhões de pessoas aguardaram no recato dos seus lares, com otimismo e tenacidade, esperando por dias melhores.

Parece que estes podem ter chegado. Mas há uma longa recuperação a fazer. Wuhan é uma cidade fraturada e as feridas por sarar ainda são muitas e profundas.

A 8 de abril o tráfego aumentou dramaticamente, mas espera-se que venha a diminuir gradualmente até meados da semana que vem.

Apesar de finalmente se ter chegado a um dia há muito desejado e, de ter havido alguns dos tradicionais festejos de Wuhan, como é o caso da iluminação especial dos arranha-céus ao longo do rio Yangtze e das principais pontes deste, não vi os seus cidadãos a celebrar vitória.

Parece existir a plena consciência de que todos devem permanecer vigilantes.

Os mais novos pouco saem à rua e assim devem continuar ate ao início de maio, data expectável para a reabertura das escolas.

As famílias tentam manter-se seguras e saudáveis.

João Pedrosa em Wuhan (5 de Abril de 2020)

LEIA AQUI TODAS AS CRÓNICAS DE JOÃO PEDROSA

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de