Diocese do Funchal envia para Roma processo de beatificação de Madre Virgínia

A Madre Virgínia nasceu em 1860 e morreu em 1929, tendo passado parte da sua vida no Mosteiro das Mercês, no Funchal, onde foi eleita abadessa pela comunidade.

O bispo do Funchal vai encerrar a 2 de outubro a fase diocesana do processo de beatificação e canonização da Madre Virgínia Brites da Paixão que enviará para estudo à Congregação das Causas dos Santos, anunciou a diocese.

Esta ação terá lugar na igreja paroquial de Santo António, no Funchal, estando prevista a celebração de uma missa pelo prelado madeirense, Nuno Brás.

"Após a missa será realizada a última sessão do processo e o envio dos autos do processo para a Congregação das Causas dos Santos, em Roma", e o processo continuará na fase Romana até à Beatificação e depois Canonização, lê-se na informação.

O processo da Madre Virgínia foi aberto a 29 de dezembro de 2006 com uma sessão no Mosteiro da Caldeira, em Câmara de Lobos.

Também refere que o processo passou pela auscultação de 15 testemunhas e que a Comissão Histórica procedeu à entrega da documentação a 22 de setembro de 2021.

A nota da diocese do Funchal adianta que este processo é composto por 5470 páginas de autos processuais e documentos sobre a vida, virtudes da religiosa.

Ainda menciona que três sacerdotes realizaram um estudo apurado sobre os seus escritos e sobre as relevações particulares recebidas.

A Madre Virgínia nasceu em 1860 e morreu em 1929, tendo passado parte da sua vida no Mosteiro das Mercês ,no Funchal, onde foi eleita abadessa pela comunidade. Depois residiu numa casa no Lombo dos Aguiares, na freguesia de Santo António.

Após a implantação da República (1910), o mosteiro foi encerrado e regressou a casa dos pais, tendo "retomando no quotidiano a vida segundo as regras" da coletividade.

"Viveu com o povo e para o povo, dando a conhecer a sua íntima união com Deus, a alegria de O conhecer e amar e difundindo a devoção ao Imaculado Coração de Maria", é referido pela diocese na mesma nota.

No mesmo documento salienta que se "tornou, graças às revelações particulares recebidas, uma grande missionária do Imaculado Coração de Maria conhecida em toda a Ilha da Madeira, Porto Santo, Açores, Continente".

A religiosa enviou para o papa, em Roma, "as revelações recebidas que tornaram possível o dogma da Assunção de Nossa Senhora ao Céu e a construção de uma Basílica dedicada ao Imaculado Coração de Maria".

A diocese realça que se destacou pela "grande caridade aos irmãos". Está sepultada no cemitério de Santo António, no Funchal.

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