Empresas perdem 31 mil milhões de euros em valor de mercado depois de ameaças de Bolsonaro

Esta queda verificou-se um dia depois das polémicas manifestações antidemocráticas convocadas por apoiantes do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, na terça-feira, no feriado que comemora a Independência do Brasil.

As empresas de capital aberto da bolsa de valores brasileira perderam 195,3 mil milhões de reais (31 mil milhões de euros) em valor de mercado na quarta-feira, depois das ameaças de Jair Bolsonaro, noticiou a imprensa.

As empresas que mais perderam valor de mercado, num único dia, foram a Petrobras, que perdeu 19,6 mil milhões de reais (3,13 mil milhões de euros), a Ambev (15,4 mil milhões de reais, ou 2,45 mil milhões de euros), a Itaú (14,3 mil milhões de reais, 2,27 mil milhões de euros), a Bradesco (12,2 mil milhões de reais, 1,94 mil milhões de euros) e a Vale (10,1 mil milhões de reais, 1,61 mil milhões de euros), de acordo com o portal de notícias G1, com base em dados da consultora Economática.

A forte queda no valor de mercado das empresas que integram a B3, como é conhecida a bolsa de valores brasileira, verificou-se um dia depois das polémicas manifestações antidemocráticas convocadas por apoiantes do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, na terça-feira, no feriado que comemora a Independência do Brasil.

Na ocasião, Bolsonaro desafiou a justiça brasileira ao afirmar que "não mais cumprirá" decisões do juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e acrescentou que "nunca será preso".

O chefe de Estado brasileiro ameaçou outros juízes brasileiros, em dois discursos que fez para milhares de apoiantes nas cidades de Brasília e São Paulo, e frisou que a manifestação popular representava um ultimato aos três poderes.

As declarações de Bolsonaro tiveram uma forte repercussão no país, quer a nível institucional, quer a nível financeiro.

"Num único dia perdemos em valor de mercado o equivalente ao banco Bradesco, que é a quinta maior empresa dentro do índice", disse à rede Globo o economista Einar Rivero, da Economática.

Os investidores brasileiros mostraram maior prudência, na sequência das manifestações, pelo que o índice Ibovespa, referência do mercado de ações, encerrou com uma forte queda de 3,78% e ficou em 113.412 pontos, a maior queda diária desde 8 de março deste ano.

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