Espanha admite que não dá para retirar todos do Afeganistão. "Vai haver gente que vai ficar"

Espanha já deixou um aviso: terá de deixar pessoas para trás, no Afeganistão, dada a dificuldade da missão.

A uma semana do prazo para a retirada do Afeganistão, quando os ocidentais começam a acelerar o processo, contra a ditadura do relógio, a ministra espanhola da Defesa, numa entrevista à rádio Cadena Ser, assume ser inevitável deixar pessoas para trás.

"Vamos tirar todos os que forem possíveis. Vai haver gente que vai ficar, por razões que não dependem de nós, desde a própria situação que se vive lá." Margarita Robles aproveitou para enaltecer "o trabalho que as Forças Armadas espanholas estão a fazer, numa situação muito difícil", mas admitiu que nem todos poderão ser retirados. "Sem dúvida, vai ficar gente, mas, por outro lado, vamos tentar tudo até ao fim. Não vamos parar em nenhum momento. Está a ser um processo muito complicado."

Margarita Robles prometeu tudo fazer para retirar o maior número de pessoas, mas nem tudo dependerá do esforço que está a ser feito, defendeu também. "Cada dia que passa é pior, porque eles sabem que o prazo está a acabar e as pessoas estão a acumular-se no aeroporto de Cabul. Há avalanches humanas e os taliban estão também a tornar-se cada vez mais agressivos. Há tiroteios e uma situação de violência muito evidente."

Com mais de 15 mil pessoas concentradas na zona do aeroporto de Cabul, para tentarem escapar do Afeganistão, o ministro britânico da Defesa também admitiu que o perigo aumenta à medida que se aproxima o prazo final de retirada, 31 de agosto. Ben Wallace considera agora improvável que se estenda o prazo de retirada, já que, a cada dia que passa, a situação torna-se mais perigosa.

Já o Governo francês replicou que, se os Estados Unidos da América abandonam o Afeganistão a 31 de agosto, os voos franceses a partir de Cabul terminarão na quinta-feira.

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