EUA anunciam restabelecimento de relações entre Bahrein e Israel

A normalização das relações de Israel com os aliados dos EUA no Médio Oriente faz parte da estratégia regional de Trump.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou esta sexta-feira que o Bahrein é a mais recente nação árabe a normalizar relações com Israel, um mês depois do acordo entre os Emirados Árabes Unidos e o Estado judeu.

Trump anunciou o acordo após um telefonema a três que teve com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu e com o rei do Bahrein, Hamad bin Isa al Khalifa, após o qual estes líderes emitiram uma breve declaração.

"Mais uma vitória histórica!", escreveu Trump, na sua conta pessoal da rede social Twitter.

Netanyahu também já anunciou o acordo aos cidadãos de Israel, dizendo-se "comovido" por ter conseguido "um outro acordo de paz com outro país árabe, o Bahrein".

"Este acordo soma-se à paz histórica com os Emirados Árabes Unidos", disse Netanyahu, numa declaração em hebraico.

Khaled al-Khalif, assessor do rei do Bahrein, também já reagiu a este acordo, dizendo, numa mensagem no Twitter, que ele contribui com "segurança, estabilidade e prosperidade" para a região, acrescentando que a iniciativa "envia uma mensagem positiva e encorajadora ao povo de Israel, de que uma paz justa com os palestinianos será a melhor solução.

A Autoridade da Palestina e o movimento islâmico Hamas criticaram este acordo, em termos idênticos aos utilizados para rejeitar o acordo de Israel com os Emirados Árabes Unidos.

"O acordo entre Bahrein e Israel é uma punhalada nas costas da causa palestiniana e do povo palestino", disse Ahmad Majdalani, ministro dos Assuntos Sociais da Autoridade da Palestina.

O Hamas, que controla a faixa de Gaza, diz que o acordo é uma "agressão", que causa "graves danos" à causa palestiniana.

A normalização das relações de Israel com os aliados dos EUA no Médio Oriente, incluindo as ricas monarquias do Golfo, é um objetivo fundamental da estratégia regional de Trump, para conter as aspirações do Irão, que considera ser uma ameaça para a paz na região.

Bahrein e Israel compartilham a mesma hostilidade em relação a Teerão, que acusam de instrumentalizar a comunidade xiita contra a dinastia sunita, promovendo fins terroristas.

Durante uma visita do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, ao Bahrein, no final de agosto, o rei al Khalifa reafirmou que o seu país apoia a criação de um estado palestino, parecendo rejeitar implicitamente o apelo de Washington para o restabelecimento de relações com Israel.

Mas o acordo de hoje revela que o Bahrein está ao lado do plano norte-americano para a região, colocando de lado as reservas anteriormente indicadas.

O comunicado tripartido hoje divulgado especifica que o Bahrein participará numa cerimónia de assinatura do acordo, marcada para terça-feira, na Casa Branca, onde também estará presente Benjamin Netanyahu.

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