EUA exige ao "autocrata repressivo" Daniel Ortega que liberte presos políticos

A Casa Branca defende que que "o foco continua a ser o estabelecimento da democracia na Nicarágua". A libertação de presos políticos é também considerada muito importante e seria um primeiro passo concreto.

O Departamento de Estado dos EUA exigiu na terça-feira ao Governo da Nicarágua que liberte os presos políticos, que considerou um "primeiro passo" para iniciar um diálogo com o presidente Daniel Ortega, a quem definiu como "autocrata repressivo".

A subsecretária de Estado adjunta para os Assuntos do Hemisfério Ocidental, Emily Mendrala, disse, em conferência de imprensa, que "o foco (dos EUA) continua a ser o estabelecimento da democracia na Nicarágua. A libertação de presos políticos é muito importante e seria um primeiro passo concreto.

Esta integrante do Governo do presidente Joe Biden disse que Ortega que, na segunda-feira tomou posse para um quinto mandato, "não conta com o voto democrático para governar", uma vez que, na opinião dos EUA, as eleições presidenciais de novembro foram um "simulacro eleitoral".

Não obstante, exigiu a Ortega a libertação "imediata e incondicional dos que foram encarcerados injustamente" e avisou que os DUA vão usar "as ferramentas diplomáticas e económicas" ao seu alcance para "apoiar o povo da Nicarágua".

Apesar de não reconhecer legitimidade ao Governo de Ortega, a Casa Branca vai manter aberta a embaixada dos EUA em Manágua, porque entende que a sua "presença" no país "é muito importante", justificou Mendrala.

A governante norte-americana argumentou: "Temos uma embaixada em Manágua e o seu funcionamento é muito importante para o intercâmbio que temos com o povo da Nicarágua e pelos serviços que presta, pelo que a vamos manter" aberta.

Ortega começou na segunda-feira o seu quinto mandato, quarto consecutivo e o segundo em que tem a esposa, Rosario Murillo, como vice-presidente.

Este mandato começa sob novas sanções dos EUA e da União Europeia aplicadas a familiares e próximos de Ortega.

Ortega e Murillo foram empossados para um mandato de cinco anos em cerimónia oficial, que contou com a presença dos presidentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel, da Venezuela, Nicolás Maduro, e das Honduras, Juan Orlando Hernández, e representantes da China, Federação Russa e Irão, entre outros.

Mendrala disse ainda que a aproximação de Ortega à China "precipita a Nicarágua no autoritarismo".

Durante o seu discurso, o ex-guerrilheiro sandinista, de 76 anos, atacou os EUA e a UE, a quem acusou de serem "colonialistas, criminosos e esclavagistas".

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de