EUA pedem justificações a Israel para ataque a prédio dos media

O chefe da diplomacia dos EUA disse que não está ainda suficientemente esclarecido sobre esse ataque e os motivos invocados por Israel e que pediu mais pormenores.

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, disse esta segunda-feira que quer provas de que o grupo islâmico xiita Hamas estivesse a operar no edifício que Israel atingiu no fim de semana.

No sábado, Israel destruiu um prédio que albergava vários meios de comunicação social, incluindo agências noticiosas internacionais, alegando que o Hamas usava esse local como gabinete de inteligência militar, servindo-se dos jornalistas como "escudos humanos".

Durante uma conferência de imprensa em Copenhaga, o chefe da diplomacia dos EUA disse que não está ainda suficientemente esclarecido sobre esse ataque e que pediu mais pormenores.

"Pouco depois do ataque, pedimos pormenores adicionais sobre as justificações para esse ato", disse Blinken, explicando que ainda não viu "nenhuma prova das alegações fornecidas" por Israel.

O secretário de Estado norte-americano escusou-se a comentar a legitimidade do ataque, mas disse que será preciso que Israel dê mais esclarecimentos.

"Mais globalmente, e isso é realmente crucial, Israel tem uma responsabilidade especial na proteção de civis, enquanto se defende. E isso inclui jornalistas", disse Blinken.

"Continuaremos a conduzir uma diplomacia ativa para terminar este ciclo de violência", prometeu o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, numa altura em que aumenta internamente a pressão sobre o Governo do Presidente Joe Biden para que consiga um cessar-fogo no conflito israelo-palestiniano.

No sábado, logo após o ataque, a Casa Branca advertiu Israel de que garantir a segurança dos jornalistas é "primordial", após a investida israelita ter destruído um edifício em Gaza onde funcionava, entre outros meios de comunicação, a agência de notícias Associated Press, que ficou "chocada e horrorizada" com o ataque.

"Dissemos diretamente aos israelitas que garantir a segurança dos jornalistas e dos meios de comunicação independentes é uma responsabilidade de importância crítica", disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.

Os combates começaram a 10 de maio, após semanas de tensões entre israelitas e palestinianos em Jerusalém Oriental, que culminaram com confrontos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do islão junto ao local mais sagrado do judaísmo.

Ao lançamento maciço de 'rockets' por grupos armados em Gaza em direção a Israel opõe-se o bombardeamento sistemático por forças israelitas contra a Faixa de Gaza.

O conflito israelo-palestiniano remonta à fundação do Estado de Israel, cuja independência foi proclamada em 14 de maio de 1948.

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