França naturaliza mais de 12 mil trabalhadores da linha da frente contra a Covid

Mais de 16 mil pessoas pediram o passaporte francês em 2020 ao abrigo de um regime especial para trabalhadores dos serviços essenciais.

França atribuiu a nacionalidade a mais de 12.000 trabalhadores estrangeiros de áreas da "linha da frente", como a saúde ou a segurança, como agradecimento pelos serviços prestados durante a crise provocada pela Covid-19, anunciou o governo do país esta quinta-feira.

"Estes trabalhadores da linha de frente têm respondido pela nação. É normal que a nação dê um passo em direção a eles. Dou as boas-vindas aos nossos novos compatriotas à nacionalidade francesa", disse a ministra delegada da Cidadania no Ministério do Interior, Marlène Schiappa, num comunicado citado pela agência France-Presse.

A governante revelou que mais de 16.000 pessoas solicitaram um passaporte francês no ano passado, ao abrigo de um regime especial que permite que os trabalhadores dos serviços essenciais solicitem cidadania após apenas dois anos em França, em vez dos cinco habituais. Destes, 12.012 tornaram-se franceses, disse.

Entre as outras categorias de trabalhadores elegíveis para o esquema estão trabalhadores de manutenção urbana, prestadores de cuidados domiciliários e amas.

Em 2020, um total de 61.371 pessoas obtiveram a cidadania francesa, menos 20% do que no ano anterior.

A pandemia de covid-19 em França provocou mais de 115.000 mortos em 6,8 milhões de casos de infeção com o vírus SARS-CoV-2, que provoca a doença.

A nível global, a doença fez mais de 4,5 milhões de mortos desde que o vírus foi detetado pela primeira vez, em dezembro de 2019.

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