França volta a celebrar 14 de Julho com desfile militar

Depois de uma versão reduzida e sem público no ano passado por causa da pandemia da Covid-19, o tradicional desfile das Forças Armadas francesas do 14 de Julho, ou dia da Bastilha, é celebrado este ano com o regresso do público aos Campos Elísios.

Entre os militares homenageados figura a força europeia Takuba, formada pela França para acompanhar as forças malianas num combate contra o terrorismo no qual se incluem oito países: Bélgica, Estónia, Itália, Países Baixos, República Checa, Portugal, Suécia e França.

O desfile conta com 5000 participantes, 4400 militares na avenida dos Campos Elísios, 73 aviões, 24 helicópteros, 221 veículos militares e 200 cavalos da Guarda republicana.

A Patrouille de France vai homenagear nos seus aviões a personagem do Principezinho, para assinalar os 75 anos da publicação da obra de Antoine de Saint-Exupéry.

Estas celebrações representam um símbolo da saída de crise: decorre numa altura em que a França quer travar uma possível quarta vaga e "vacinar todos os franceses", como afirmou esta segunda-feira o Presidente francês, Emmanuel Macron.

"Estamos num contexto favorável à saída da crise sanitária. Embora com reservas quanto a uma possível nova vaga, esta nova dinâmica permite-nos voltar a ter o clássico e belo desfile de 14 de Julho nos Campos Elísios", explicou o governador militar de Paris, o general Christophe Abad.

Em 2020, o formato do desfile foi substituído por uma cerimónia na Praça da Concórdia, com homenagens aos militares e profissionais de saúde, mobilizados durante a crise sanitária. A ausência de desfile em França no 14 de Julho não acontecia desde o final da segunda Guerra Mundial.

O regresso do público aos Campos Elísios

Para assistir ao desfile militar nas tribunas, sentados, ou em pé ao longo da avenida dos Campos Elísios, os espetadores são obrigados a apresentar um passe sanitário em dia, uma prova de vacinação completa, um teste PCR ou antigénio negativo realizados nas últimas 48 horas. Uma medida tomada pela polícia municipal parisiense perante a situação epidémica do país.

O uso de máscara é obrigatório e existe uma limitação do número de pessoas a assistir ao desfile, "foi recomendado às pessoas que cheguem o mais cedo possível para tentarem assistir às celebrações, uma vez que as bancadas têm capacidade para receber até 25.000 pessoas", garantiram as autoridades.

"Vencer no futuro"

"Vencer no futuro" é o tema das celebrações deste ano. Uma dupla referência "à capacidade coletiva do país de enfrentar as dificuldades relacionadas com a crise sanitária" e "para as Forças Armadas, pelo facto de se terem voltado para compromissos mais difíceis, de grande intensidade, com recurso a materiais de altas tecnologias", descreveu o governador militar de Paris.

O blindado Griffon, veículo de transporte de tropas de nova geração destinado a substituir os antigos carros blindados, desfila pela primeira vez sob a designação de camião blindado Carapace, que serve na missão no Sahel. No céu, o novo avião de reconhecimento e vigilância, usado para recolher dados, também participa pela primeira vez no tradicional desfile aéreo aberto pela Patrouille de France.

O dia da queda da Bastilha, o 14 de Julho de 1789, que marca o fim da monarquia absoluta, e a Festa da Federação em 14 de Julho de 1790 é, antes de tudo, uma festa popular, com animação nas ruas, bailes e fogos de artifício.

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