Governo moçambicano quer construir cem novas aldeias para deslocados após ataques

Na construção das novas aldeias, cujos prazos e orçamentos ainda são desconhecidos, as autoridades vão procurar garantir que todos os serviços básicos estejam disponíveis, como escolas, residências e hospitais.

As autoridades moçambicanas esperam construir cem novas aldeias, nos próximos tempos, para as populações deslocadas devido à violência armada no Norte de Moçambique, anunciou esta segunda-feira o secretário de Estado da província de Cabo Delgado

"Nós queremos garantir que as condições das populações nestas novas vilas sejam melhores em relação as que existiam nos locais da sua proveniência", declarou Armindo Ngunga, citado esta segunda-feira pela Rádio Moçambique.

Segundo o responsável, na construção das novas aldeias, cujos prazos e orçamentos ainda são desconhecidos, as autoridades vão procurar garantir que todos os serviços básicos estejam disponíveis, havendo já o projeto de um modelo base, que inclui residências, escolas, espaços para lazer e hospitais.

"Até este momento, o que nós estamos a fazer é encorajador: as pessoas já começaram a construir casas nas novas regiões onde se encontra e estão animadas", acrescentou Armindo Ngunga, que reforça o apelo aos parceiros internacionais para a ajuda humanitária.

A violência armada em Cabo Delgado dura há três anos e está a provocar uma crise humanitária com perto de duas mil mortes e 500 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na zona da capital provincial, Pemba.

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