Henri perde força e passa a tempestade tropical mas ainda pode fazer estragos

Os peritos avisam que a maior ameaça da tempestade não virá propriamente dos ventos fortes que se fazem sentir, mas sim das condições marítimas e das inundações terrestres que pode provocar.

O furacão Henri, que está a afetar o norte da região de Nova Iorque, perdeu força e é agora considerado pelas autoridades como uma tempestade tropical, mas ainda assim registou ventos de 120 quilómetros por hora.

O centro da tempestade deverá passar mesmo ao lado da ponta este de Long Island ao meio dia local, cerca das 17h00 de Portugal continental, e os avisos aos habitantes abrangem Conneticut e Rhode Island até à luxuosa zona dos Hamptons, no nordeste do estado de Nova Iorque.

De acordo com a AP, os peritos avisam que a maior ameaça da tempestade não virá propriamente dos ventos fortes que se fazem sentir, mas sim das condições marítimas e das inundações terrestres que pode provocar devido às fortes e prolongadas chuvas.

Entre as várias medidas tomadas pelas autoridades está o cancelamento das ligações marítimas por ferry entre o continente e as ilhas turísticas Martha's Vineyard e Nantucket até pelo menos às 17:00 de Lisboa, e o fecho dos portos de Cabo Cod e New Bedford.

No sábado, as autoridades já tinham alertado que o grande objetivo era evitar a circulação no domingo: "Não queremos ninguém nas ruas no domingo presas no tráfego nas pontes do Cabo Cod quando a tempestade estiver na sua força máxima", alertou o governador do Massachusetts, Charlie Baker, recomendando aos veraneantes da zona costeira entre Nova Iorque e Boston que adiem a ida ou antecipem o regresso.

O Cabo Cod, que está lotado de milhares de turistas para as férias de verão, é uma das principais preocupações das autoridades, que emitiram alertas também para os condados vizinhos de Hartford, Connecticut e Albany, numa zona costeira que pode sofrer inundações repentinas.

Desde a 'supertempestade' Sandy, em 2012, que Nova Iorque não recebe o impacto direto de um furacão, lembra a agência de notícias AP, que dá conta de que muitas reparações foram feitas desde então, mas outros projetos destinados a prevenir os estragos dos furacões não foram completados.

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