Londres vai apresentar "plano de ação" para fazer "fracassar" Putin

Boris Johnson vai apelar à comunidade internacional para reaplicar "o seu esforço concertado" contra Moscovo.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, vai apresentar um "plano de ação" internacional destinado a fazer "fracassar" a invasão russa da Ucrânia e multiplicar as reuniões diplomáticas para tal na próxima semana em Londres, indicou hoje o seu gabinete.

Após uma vaga "sem precedentes" de sanções do Ocidente contra interesses russos em resposta à ofensiva armada na Ucrânia, Boris Johnson vai apelar à comunidade internacional para reaplicar "o seu esforço concertado" contra Moscovo por meio desse "plano de ação em seis pontos", cujos pormenores apresentará no domingo, precisou Downing Street em comunicado.

"[O Presidente russo, Vladimir] Putin deve fracassar e nós devemos garantir que ele fracassa neste ato de agressão", declarou o chefe do Governo britânico citado no comunicado.

"Não é suficiente expressar o nosso apoio à ordem internacional assente no direito internacional, devemos defendê-la contra uma tentativa sustentada de reescrever as regras por meio da força militar", acrescentou.

Para esse fim, Boris Johnson reunir-se-á na segunda-feira em Downing Street, primeiro em separado e depois em conjunto, com os seus homólogos canadiano, Justin Trudeau, e neerlandês, Mark Rutte.

Na terça-feira, receberá em Londres os dirigentes do grupo de Visegrado (V4), que agrupa a Hungria, a Polónia, a República Checa e a Eslováquia.

O plano de ação prevê mobilizar uma coligação humanitária internacional para a Ucrânia, apoiar a capacidade do país para se defender, "maximizar" a pressão económica contra o regime russo, impedir "a normalização insidiosa" do que a Rússia está a fazer à Ucrânia, prosseguir a via diplomática para obter uma reversão da escalada do conflito e lançar "uma campanha rápida" para reforçar a segurança na zona euro-atlântica.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar com três frentes na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamentos em várias cidades.

As autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de 2.000 civis mortos, incluindo crianças, e, segundo a ONU, os ataques já fizeram mais de 1,2 milhões de refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia, entre outros países.

Putin justificou a "operação militar especial" na Ucrânia com a necessidade de desmilitarizar e "desnazificar" o país vizinho, afirmando ser a única forma de a Rússia se defender e garantindo que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu enviando armamento para a Ucrânia e reforçando sanções económicas e financeiras para isolar ainda mais Moscovo.

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