Metropolitan Opera de Nova Iorque cancela toda a temporada

Nos EUA já morreram mais de 200 mil pessoas infetadas com Covid-19, o número de óbitos mais elevado do mundo.

A companhia norte-americana Metropolitan Opera, em Nova Iorque, anunciou hoje o cancelamento de toda a temporada de espetáculos 2020-2021, por causa da covid-19, numa decisão inédita em 140 anos de história.

"Esta semana deveria acontecer o arranque triunfal de uma nova temporada, mas, em vez disso, a crise sanitária obrigou-nos a anunciar o cancelamento da temporada na totalidade", afirma o diretor-geral da 'Met Opera', Peter Gelb, numa mensagem vídeo partilhada na página oficial.

A decisão foi tomada com base nas recomendações sanitárias feitas ao teatro de ópera Metropolitana Opera House, perante o número de casos e de mortes nos Estados Unidos por via da covid-19, e face à inexistência ainda de uma vacina contra o vírus.

Juntamente com o anúncio do cancelamento das 23 óperas programadas para esta temporada, a Metropolitan Opera revelou já que a programação de 2021/2022 abrirá em 27 de setembro de 2021 com "Fire shut up in my bones", de Terence Blanchard, a primeira ópera de um compositor afro-americano a estrear-se na companhia.

Citado pela agência Associated Press, Peter Gelb afirmou que a companhia terá já tido um prejuízo de 154 milhões de dólares (131 milhões de euros) desde o começo da pandemia da covid-19.

Além da obra de Terence Blanchard, a 'Met Opera' anunciou também para a temporada 2021/2022 a apresentação de peças contemporâneas de Mathhew Aucoin ("Eurydice"), de "Brett Dean ("Hamlet") e convidou três compositores negros, Valerie Ccoleman, Jessie Montgomery e Joel Thompson, para programarem no Lincoln Center Theater.

Até setembro de 2021, a 'Met Opera', inaugurada em 1880, continuará a ter programação 'online', com transmissão de óperas e concertos.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 971.677 mortos e mais de 31,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (201.120) e também com mais casos de infeção confirmados (mais de 6,9 milhões).

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