Mulheres afegãs proibidas de fazer desporto

O novo governo prometeu defender os direitos humanos de todos os afegãos mas já proibiu as mulheres de jogarem críquete ou praticar ciclismo.

O vice-presidente da comissão cultural disse, a uma rádio australiana, que para os taliban o desporto feminino não é apropriado nem necessário.

Uma das equipas mais acarinhadas no Afeganistão é a seleção feminina de críquete, mas Ahmadullah Wasiq já disse que vai acabar. As atletas não podem jogar de cara e corpo coberto e o Islão não permite que elas sejam vistas de outra maneira.

Outras seleções femininas, como a de futebol e de ciclismo, conseguiram fugir do país nos primeiros dias de domínio talibã e, por isso, vão poder continuar a praticar desporto. As ciclistas vão poder viajar para o Canadá onde vão ser acolhidas. As futebolistas, ajudadas a fugir por treinadores norte-americanos, ainda não sabem para onde vão.

Diversas desportistas, incluindo jogadoras de críquete estão escondidas pelo país e muitas já enfrentaram ameaças de combatentes taliban.

Esta quarta-feira centenas de mulheres manifestaram-se em várias cidades do país. Nos protestos eram visíveis cartazes com frases como "Nenhum governo pode negar a presença de mulheres" ou "Porque é que o mundo nos observa em silêncio?"

Um homem que também manifestou na manifestação em Cabul contou que apesar do medo as pessoas não querem ficar caladas.

O líder supremo dos taliban disse ao governo para começar a aplicar a sharia, o sistema legal do Islão que até à invasão internacional em 2001 era aplicado de forma muito severa.

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