Mundo "aprendeu com Timor-Leste" a "sarar as feridas" em "nome da paz"

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que Ramos Horta "aos olhos da comunidade internacional, já está na história, mas o povo timorense, quis" que "voltasse a fazer história".

Marcelo Rebelo de Sousa discursou, esta sexta-feira, no Parlamento de Timor-Leste, e afirmou que todo o mundo "aprendeu" com o país a "sarar as feridas" na "luta pela paz" durante o caminho até à restauração da independência, há 20 anos.

Para o Presidente da República português, a história de Timor é de "resistência, coragem e heroísmo", que "extravasou fronteiras" e ainda recordou as palavras do Papa Francisco sobre o país: "o céu resgatou-te para que te abras ao céu".

O chefe de estado destacou o "passo corajoso" da Constituição timorense, que mostrou ser "um estado de direito democrático" e "aberto ao mundo e multicultural". Passados 20 anos, revelou uma "flexibilidade" e uma capacidade de ajustamento, que, na opinião de Marcelo Rebelo de Sousa é "o maior desafio de uma constituição".

Durante o discurso, dirigiu-se ao recém-eleito Presidente da República de Timor-Leste, Ramos Horta, dizendo que, "aos olhos da comunidade internacional, já está na história, mas o povo timorense, quis" que "voltasse a fazer história". Para o chefe de estado português, é algo "singular e complexo", "estar na história e ser chamado para voltar a estar na história".

Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se a Timor-Leste como um "povo irmão" e recordou diversas cooperações na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"Nestes 20 anos, fortalecemos a nossa amizade a bem dos nossos povos, com base em consensos nacionais reforçámos relações institucionais, educativas, culturais, económicas, jurídicas, financeiras e diplomáticas", lembra.

O Presidente da República português afirmou que "tem tentado estar sempre com Timor-Leste nas lutas comuns", principalmente "nestes tempos mais difíceis", após a pandemia da Covid-19 e durante o conflito na Ucrânia.

Apesar disso, Marcelo Rebelo de Sousa acredita que Portugal pode e deve "aprofundar o caminho que fazemos em conjunto em termos de capacidade na língua, educação, cultura, na segurança social, saúde e justiça", além da "cooperação administrativa" entre ambos os povos.

Durante os próximos anos, o chefe de estado espera "explorar novos eixos de entendimento" como, por exemplo, na economia e no setor agroalimentar.

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