"Não devemos baixar a guarda, porque o Estado Islâmico continua a ser uma ameaça"

Macron visita o Iraque neste fim de semana para participar no encontro com governantes e relembrar o papel que Paris quer manter no Médio Oriente, em particular na luta contra o terrorismo.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, declarou este sábado que não se deve "baixar a guarda" em relação ao grupo extremista Estado Islâmico (EI), porque estes 'jihadistas' continuam a ser "uma ameaça", especialmente no Iraque.

"Todos nós sabemos que não devemos baixar a guarda, porque o Estado Islâmico continua a ser uma ameaça e eu sei que a luta contra esses grupos terroristas é uma prioridade para seu o Governo", disse Macron, dirigindo-se em Bagdade ao primeiro-ministro iraquiano, Mustafa al-Kadhimi.

O Iraque, onde células do EI continuam a realizar ataques quatro anos após a sua derrota militar, e a França "são parceiros-chave na guerra contra o terrorismo", respondeu o chefe de Governo iraquiano.

No Afeganistão, um braço do Estado Islâmico (o Estado Islâmico da Província de Khorasan/ISKP, na sigla em inglês) realizou um ataque na quinta-feira que causou pelo menos 170 mortos e 150 feridos, incluindo 13 soldados norte-americanos.

Os taliban conquistaram Cabul em 15 de agosto, concluindo uma ofensiva iniciada em maio, quando começou a retirada das forças militares norte-americanas e da NATO. A tomada da capital pôs fim a uma presença militar estrangeira de 20 anos no Afeganistão, dos Estados Unidos e aliados na NATO, incluindo Portugal.

Emmanuel Macron encontra-se em Bagdade, no Iraque, onde neste sábado se realiza uma cimeira com líderes do Médio Oriente.

Macron visita o Iraque neste fim de semana para participar no encontro com governantes e relembrar o papel que Paris quer manter no Médio Oriente, em particular na luta contra o terrorismo.

No encontro, o chefe de Estado de França será o único governante de fora da região e dos poucos a confirmar a visita a Bagdade.

Estão previstos encontros com os líderes iraquianos, mas também com o seu homólogo egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, e com o rei Abdullah II da Jordânia.

Os Presidentes da Turquia e do Irão, bem como o rei da Arábia Saudita, também foram convidados, mas segundo fontes iraquianas, ainda não confirmaram a viagem, noticia a agência AFP.

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