Número de mortos devido a chuvas no Rio de Janeiro sobe para 14

As mortes e desaparecimentos ocorrem dois meses após a tragédia causada pelas tempestades de verão na região serrana do mesmo estado.

Pelo menos 14 pessoas morreram, incluindo oito crianças, e cinco continuam desaparecidas devido a deslizamentos de terra e inundações causados pelas chuvas torrenciais no estado brasileiro do Rio de Janeiro, informaram no sábado as autoridades locais.

O balanço anterior feito pelas autoridades era de pelo menos oito mortos e uma dúzia de desaparecidos.

De acordo com os dados atualizados da Defesa Civil do Rio de Janeiro, sete das 14 mortes ocorreram na cidade turística de Paraty, no litoral do estado de São Paulo, seis em Angra dos Reis, e um em Mesquita.

O deslizamento de terra na paradisíaca praia de Ponta Negra, em Paraty, enterrou sete membros da mesma família, uma mãe e seus seis filhos. Um helicóptero foi enviado para o local, que não tem acesso nem por mar por causa das rochas que o cercam, nem por estrada.

Na vizinha Angra dos Reis, seis pessoas morreram, incluindo duas crianças, cinco ficaram feridas e outras cinco continuam desaparecidas devido a outro deslizamento de terras que soterrou quatro residências no bairro de Monsuaba, próximo ao litoral da parte continental do município, também formado por uma ilha.

Em Mesquita, na região metropolitana do Rio de Janeiro, um homem foi eletrocutado ao tentar resgatar uma pessoa que estava isolada numa residência inundada pelas chuvas.

Outros municípios do estado de Rio de Janeiro, como Mangaratiba e Sacuarema, declararam situação de "alerta vermelho" porque a previsão do tempo indica chuva até segunda-feira.

As mortes e desaparecimentos ocorrem dois meses após a tragédia causada pelas tempestades de verão na região serrana do mesmo estado, que causou 233 mortos, a maioria na cidade de Petrópolis.

As fortes chuvas em todo o estado do Rio de Janeiro começaram na noite de quinta-feira e continuaram até à manhã de hoje, com casas e, por vezes, bairros inteiros inundados.

Angra registou 800 mm de chuva em 48 horas, "níveis nunca antes registados", segundo as autoridades municipais que mobilizaram todas as equipas para socorrer a população.

Especialistas alertam que a estação chuvosa no Brasil é agravada pelo fenómeno La Niña - o resfriamento cíclico do Oceano Pacífico - e pelo impacto das mudanças climáticas.

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