Pena de prisão para francesa que falsificou certificados de vacinação

Funcionária foi também condenada a pagar uma multa de 10 mil euros.

Um tribunal francês condenou na quinta-feira uma funcionária da segurança social a 18 meses de prisão, dos quais terá de cumprir 12, por ter gerado 200 códigos QR falsos para os vender como certificados de vacinação da Covid-19.

Além da pena de prisão, a funcionária foi também condenada a pagar uma multa de 10 mil euros, noticiou esta sexta-feira o canal Franceinfo.

A mulher, que estava empregada num centro de vacinação de Saint-Denis, na região de Paris, beneficiou da venda dos certificados falsificados por 200 euros cada.

A polícia apreendeu cerca de 20 certificados e mais de 6700 euros que estavam na posse da funcionária. As autoridades também prenderam um cúmplice, que foi condenado a uma pena de prisão suspensa de um ano, e um segundo está a ser procurado em Espanha, noticiou a agência EFE, citando o canal francês.

Dois beneficiários dos certificados falsos foram condenados a uma pena de prisão suspensa de dois meses e multados em 1500 euros.

Outra mulher de 30 anos suspeita de emitir falsos documentos de vacinação na cidade de Grenoble foi também acusada na semana passada.

O parlamento francês acabou de aprovar legislação para tornar obrigatória a apresentação de um certificado sanitário, atestando um calendário completo de vacinação ou um teste negativo, para ter acesso a bares, restaurantes, cinemas e teatros.

Enquanto se aguarda uma decisão do Conselho Constitucional na próxima semana, o Governo planeia introduzir esta medida no dia 09 de agosto.

Até agora, 41 milhões de pessoas receberam pelo menos uma dose da vacina em França, ou seja, 60% da população.

A França registou mais de seis milhões de casos de infeção e pelo menos 111 195 mortos relacionados com a pandemia de Covid-19.

A nível mundial, a doença respiratória provocada por um novo coronavírus detetado no final de 2019, na China, matou mais de 4,2 milhões de pessoas, em mais de 196,5 milhões casos de infeção.

LEIA AQUI TUDO SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19

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