Jair Bolsonaro anunciou esta terça-feira que está infetado
Brasil

Quem esteve com Bolsonaro nos últimos dias? Presidente brasileiro tem Covid-19

Jair Bolsonaro anunciou, esta terça-feira, que o teste que realizou para despistar o novo coronavírus deu positivo. O chefe de Estado começou a ter sintomas no domingo e na segunda-feira admitiu aos jornalistas que estava com febre e dores corporais.

Após a confirmação do caso, uma nova preocupação surgiu no Brasil: quem contactou, afinal, com Jair Bolsonaro? Através da agenda oficial do Presidente, a imprensa tenta agora rastrear os contactos e potenciais infetados.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o período de incubação do novo coronavírus varia entre um e 12 dias, com uma média global entre cinco a seis dias. Há casos, no entanto, que apontam para 14 dias sem sintomas depois do período de exposição ao vírus.

A OMS recomenda, por isso, que se rastreie os contactos dos infetados até 14 dias antes dos primeiros sintomas. A Globo pegou na agenda oficial de Jair Bolsonaro e analisou, particularmente, os contactos oficiais do Presidente brasileiro desde a passada quarta-feira, ou seja, seis dias antes do resultado positivo.

Ao todo, foram 28 contactos oficias. Porém, no sábado, o Presidente brasileiro deslocou-se a Santa Catarina, onde cumprimentou vários apoiantes.

Quarta-feira (dia 1 de julho)

Jair Bolsonaro começou o dia com uma reunião com Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente. De seguida, encontrou-se com Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, Marcelo Reis Magalhães, secretário do Desporto do Ministério da Cidadania, e com José Antônio Pereira Júnior, presidente da Rio Motorsports.

Às 11h00 foi a vez de uma reunião no Planalto com Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, Vitor Hugo, líder do Governo na Câmara dos Deputados e Osmar Terra, deputado federal.

Já depois da hora de almoço, Jair Bolsonaro teve uma reunião no Planalto com Jorge Oliveira, ministro da Secretaria-geral. Mais tarde, José Levi Mello do Amaral Júnior, advogado-Geral da União, também se encontrou com o chefe de Estado brasileiro.

Quinta-feira (dia 2 de julho)

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, foi o primeiro a reunir com Jair Bolsonaro na quinta-feira. Às 13h00, foi a vez de Fábio Ramalho, deputado federal, deslocar-se ao Planalto.

Durante a tarde, o Presidente do Brasil teve uma reunião com André Mendonça, ministro da Justiça, Jorge Oliveira, ministro da Secretaria-Geral e José Levi, advogado-geral da União. Às 16h00, o advogado deixou a reunião, mas os ministros mantiveram-se com Bolsonaro.

Na quinta-feira, Bolsonaro recorreu às redes sociais para fazer a habitual transmissão em direto na biblioteca do Palácio da Alvorada. Ao lado do Presidente brasileiro, entre outras pessoas, estavam elementos do Governo e empresários: o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogerio Marinho, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães e o presidente da Embratur, Gilson Machado.

Sexta-feira (dia 3 de julho)

Pela manhã, Jair Bolsonaro reuniu-se com quatro elementos do Governo: Braga Netto, ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, Jorge Oliveira, ministro da Secretaria-Geral e Antonio Paulo Vogel, ministro interino da Educação.

De seguida, às 11h00, os últimos três elementos abandonaram o Planalto, e Bolsonaro manteve-se em reunião com o ministro da Casa Civil.

Ao meio-dia, Jair Bolsonaro almoçou com Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

Sábado (dia 4 de julho)

No sábado, eis o possível maior foco de contágio: Bolsonaro deslocou-se a Santa Catarina, durante a manhã, para observar as áreas atingidas pelo ciclone Bomba, e acabou por cumprimentar apoiantes, de acordo com a Globo.

O jornal brasileiro recorre ainda às fotografias divulgadas pelo Planalto. Bolsonaro esteve com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, "apertou a mão da vice-governadora Daniela Cristina Reinehr e ouviu parlamentares, como os senadores Esperidião Amin, Jorginho Mello e Dário Berger", apontam.

Ainda assim, Bolsonaro terá usado máscara durante a visita.

De seguida, o chefe de Estado almoçou com vários ministros num evento de comemoração da independência dos Estados Unidos da América.

Luiz Eduardo Ramos, Secretaria de Governo, Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores, Braga Netto, ministro da Casa Civil, e Fernando Azevedo, ministro da Defesa, foram os governantes presentes. Juntaram-se ainda ao almoço o filho de Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, e o embaixador norte-americano, Todd Chappman.

Domingo (dia 5 de julho)

O jornal Globo adianta que, na agenda oficial do Presidente brasileiro, não constam eventos no domingo.

Segunda-feira (dia 6 de julho)

No primeiro dia da semana, Jair Bolsonaro reuniu-se, pela manhã, com o presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, Marcos Heleno Guerson de Oliveira Junior.

Durante a tarde, Paulo Guedes, ministro da Economia, juntou-se a Bolsonaro no Planalto. De seguida, Braga Netto, ministro da Casa Civil, Jorge Oliveira, ministro da Secretaria-Geral, Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, e Augusto Heleno, ministro do GSI, também reuniram com o Presidente.

Mais tarde, José Levi, advogado-geral da União e Mario Frias, secretário da Cultura do Ministério do Turismo marcaram presença num encontro com Bolsonaro.

Em declarações aos jornalistas, nesta tarde, o chefe de Estado do Brasil comparou o vírus com a chuva: quem anda na rua, molha-se.

"O que eu posso falar para todo mundo é que este vírus, como já dizia no passado e era muito criticado, é como uma chuva. Vai atingir você. Alguns não. Alguns têm de tomar maior cuidado com este fenómeno. Agora acontece", afirmou Bolsonaro.

Recorde-se que o Presidente brasileiro desvalorizou os sintomas do vírus, no início da pandemia, afirmando mesmo que, caso fosse infetado, não passaria de uma "gripezinha ou resfriadinho".

O país sul-americano é o segundo mais afetado pela pandemia em todo o mundo. Totaliza 65 487 vítimas mortais e 1 623 284 casos confirmados desde o início da pandemia no país, registada oficialmente em 26 de fevereiro.

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