Quinto jornalista assassinado no México em 2022

"Tomar medidas concretas, rápidas e eficazes para garantir a vida e a segurança das pessoas que exercem o jornalismo no México" e "investigar estes assassínios" são as recomendações da Amnistia Internacional ao Governo mexicano.

Um jornalista foi morto no sul do México, o quinto no país desde o início deste ano, anunciou o Ministério Público do estado de Oaxaca, acrescentando que os dois alegados assassinos foram detidos.

Heber López Vásquez, repórter do portal noticioso mexicano Noticias Web, foi morto no interior do seu automóvel, disse o procurador Arturo Calvo.

"Já efetuámos duas detenções e também temos as armas do crime", detalhou.

"Mesmo que tenhamos os dois executantes, não descartamos nenhuma pista que nos possa levar aos mandatários", acrescentou Arturo Calvo.

Heber López Vásquez é o quinto jornalista assassinado no México desde o início de 2022, segundo uma contagem da agência de notícias France-Presse baseada em dados da organização não-governamental (ONG) internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Os jornalistas José Luis Gamboa Arenas, Lourdes Maldonado, Alfonso Margarito Martínez Esquivel e Roberto Toledo foram assassinados em janeiro no México.

O México é o país mais mortífero do continente americano e dos mais perigosos do mundo para os jornalistas, vulneráveis a represálias dos cartéis de drogas que operam em vários dos 32 estados do país, disse, no início do mês, a ONG Amnistia Internacional (AI).

"O Governo mexicano deve tomar medidas concretas, rápidas e eficazes para garantir a vida e a segurança das pessoas que exercem o jornalismo no México, bem como investigar estes assassínios", referiu a AI num comunicado.

Milhares de jornalistas em 47 cidades de todos os estados do México manifestaram-se, em janeiro, para exigir justiça e o fim da violência contra profissionais da comunicação social.

A ONG Artigo 19, indicou que pelo menos 143 jornalistas foram assassinados no país desde 2000, 28 dos quais desde que o Presidente mexicano, Andrés López Obrador, tomou posse em dezembro de 2018.

A Artigo 19 disse que se regista um ataque violento à imprensa a cada 12 horas no México.

Segundo os registos da ONG Campanha Emblema de Imprensa, 79 jornalistas foram assassinados em 29 países em 2021. O Afeganistão foi o país mais perigoso para a atividade jornalística, com 12 profissionais assassinados, seguido pelo México, com dez.

O México ocupa o 143.º lugar entre 180 países no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa de 2021 da RSF.

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